o tempo do presente é esse passado...
o limiar da atmosfera é esse presente
traz um ar distinto,
soberbo...
traz a paz?
decorativa e incipiente
vai e vem,
carregando essas aventuras
uma adjacência da exclusão
é essa transformação
é tudo o que não é ouvido,
nem visto
são as metáforas da reticência
num só malabarismo
avante!
limiar - jonilson
TREM - jonilson
Tropa de Elite é uma armadilha... - Cacá Mendes
Cacá Mendes
Produtor cultural, escritor e audiovisualista
c_mendes2001@yahoo.com.br
Tropa de Elite é uma armadilha, tanto para o público como para o seu diretor, José Padilha, e penso que ele só se deu conta disso, obviamente, depois de montado o filme. Claro, previu isso, sim. Argumento e roteiro são justamente o que norteará as imagens e construirá o universo proposto. A mídia, provocada pelo lançamento do filme, suscitou uma polêmica e, conseqüentemente, um debate poucas vezes visto na história desse país (parafraseando o nosso presidente) em torno de uma película. Arriscaria dizer, o filme detém qualidades de outros grandes filmes brasileiros, todavia o seu sucesso não se faria se não tratasse de tema tão atual e (des)necessário como é a violência urbana. Na verdade, a grande estrela do filme é a violência, mas não seria se não tivesse sido colocada lá com competência. Cujo mérito, tanto da parte da atuação dos atores e da equipe – e digo equipe, desde a mais humilde função dos bastidores à performance assustadora de Wagner Moura (já testado e aprovado em filmes como 'Cidade Baixa', de Sérgio Machado – Brasil/2005), na pele do capitão/narrador.
A agilidade do filme, o ritmo alucinante dos pipocos de balas e luzes de armas de fogo, combinados com uma montagem que mixa multiplicidade de informações visuais, tão rápidas e assustadoras como um pesadelo, atrelados a uma narração mórbida, do ponto de vista de quem tortura e mata em nome da ordem... um universo vai-se construindo e a narrativa (aqui não tem como!) imagética diz uma coisa, e a narrativa textual diz outra: as imagens, mesmo aceleradas, denunciam o impetuoso Capitão Nascimento (porque dele se nasce! Literalmente, os novos componentes da Tropa, o filho por vir e, claro, grande parte da violência daquele universo), e o seu texto falado o denota como quase um pacato policial preocupado com o combate ao crime, o nascimento do filho e a contradição do amigo e pupilo Matias, que o irá substituir nos próximos dias. Ou seja, a empatia pelo que se denota de bom nessa fala e o horror evidente vão duelando na cabeça do público... E ele, espectador, se pergunta: sou mocinho ou sou bandido, de que lado eu fico? Tem lado? Flagrante decepção: não tem lado à vista, o filme. Já pode ser um alívio; a obra posta não optou por nenhum, por ninguém, apenas mostrou ou, como quiser, denunciou, abriu uma janela e disse, olhe e veja o horror.
Ledo engano os ivos, as marias, os josés etc... De um lado, para algum lado esse autor (chamemos assim o diretor) puxou o peixe, ou tentou. Não há neutralidade. E isso que fica difícil, às vezes, de detectar. Creio que ele está do lado dos justos, mas o difícil é controlar "justos" na tela que se estende aos olhos da turba sedenta... E aí, a armadilha parece pegar a todos nós, como essa realidade (im)posta em nosso país. Seremos devorados por ela? Apressadamente, ou demoradamente, eu não vejo maldade nenhuma no diretor (pelo contrário), mas esperar que o ponto de vista dessa polícia, mesmo ali resumida, numa tela, a quem é incumbido de nos contar os seus próprios horrores, não seria simpático ao espectador é acreditar quase nada ou nada mesmo no poder da estrutura narrativa cinematográfica, inclusive com direito à catarse ( do Grego Kátharsis - purificação, purgação e evacuação) no final, com um tiro na cara da platéia... a que morre no lugar do bandido, a omissa, a também consumidora de droga, a que dá trabalho, literalmente, aos policiais. A CULPADA.
O não-herói que deu um perdido no seu criador! Inclusive, abonando um dos seus pupilos a dar luz (leia-se óculos) ao garoto da comunidade que tinha problemas com as vistas. Daí, morreu o cara desse combate, tentando que o garoto pudesse enxergar outro caminho... É pirar demais? Está lá, as imagens mostram isso. São símbolos, e não foram inventados por mim, nem tampouco agora.
Em tempo e resumindo e não entrando em outros detalhes, para que isso seja lido até o fim por quem por aqui se adentrar, tive notícias e tenho de que as crianças que viram a cópia pirata estão adorando o filme.... O meu filho de 13 anos está doido para assisti-lo. Para refletir: será que eles vão entender e debater como nós, os adultos? Terão essa oportunidade? O meu eu cuido... Vamos duvidar, a dúvida ainda é um remédio.
Afinal, o filme é bandido ou mocinho? Bandido ou mocinho, ele é nosso, brasileiro, e temos que assumir, seja lá a que preço.
Produtor cultural, escritor e audiovisualista
c_mendes2001@yahoo.com.br
Tropa de Elite é uma armadilha, tanto para o público como para o seu diretor, José Padilha, e penso que ele só se deu conta disso, obviamente, depois de montado o filme. Claro, previu isso, sim. Argumento e roteiro são justamente o que norteará as imagens e construirá o universo proposto. A mídia, provocada pelo lançamento do filme, suscitou uma polêmica e, conseqüentemente, um debate poucas vezes visto na história desse país (parafraseando o nosso presidente) em torno de uma película. Arriscaria dizer, o filme detém qualidades de outros grandes filmes brasileiros, todavia o seu sucesso não se faria se não tratasse de tema tão atual e (des)necessário como é a violência urbana. Na verdade, a grande estrela do filme é a violência, mas não seria se não tivesse sido colocada lá com competência. Cujo mérito, tanto da parte da atuação dos atores e da equipe – e digo equipe, desde a mais humilde função dos bastidores à performance assustadora de Wagner Moura (já testado e aprovado em filmes como 'Cidade Baixa', de Sérgio Machado – Brasil/2005), na pele do capitão/narrador.
A agilidade do filme, o ritmo alucinante dos pipocos de balas e luzes de armas de fogo, combinados com uma montagem que mixa multiplicidade de informações visuais, tão rápidas e assustadoras como um pesadelo, atrelados a uma narração mórbida, do ponto de vista de quem tortura e mata em nome da ordem... um universo vai-se construindo e a narrativa (aqui não tem como!) imagética diz uma coisa, e a narrativa textual diz outra: as imagens, mesmo aceleradas, denunciam o impetuoso Capitão Nascimento (porque dele se nasce! Literalmente, os novos componentes da Tropa, o filho por vir e, claro, grande parte da violência daquele universo), e o seu texto falado o denota como quase um pacato policial preocupado com o combate ao crime, o nascimento do filho e a contradição do amigo e pupilo Matias, que o irá substituir nos próximos dias. Ou seja, a empatia pelo que se denota de bom nessa fala e o horror evidente vão duelando na cabeça do público... E ele, espectador, se pergunta: sou mocinho ou sou bandido, de que lado eu fico? Tem lado? Flagrante decepção: não tem lado à vista, o filme. Já pode ser um alívio; a obra posta não optou por nenhum, por ninguém, apenas mostrou ou, como quiser, denunciou, abriu uma janela e disse, olhe e veja o horror.
Ledo engano os ivos, as marias, os josés etc... De um lado, para algum lado esse autor (chamemos assim o diretor) puxou o peixe, ou tentou. Não há neutralidade. E isso que fica difícil, às vezes, de detectar. Creio que ele está do lado dos justos, mas o difícil é controlar "justos" na tela que se estende aos olhos da turba sedenta... E aí, a armadilha parece pegar a todos nós, como essa realidade (im)posta em nosso país. Seremos devorados por ela? Apressadamente, ou demoradamente, eu não vejo maldade nenhuma no diretor (pelo contrário), mas esperar que o ponto de vista dessa polícia, mesmo ali resumida, numa tela, a quem é incumbido de nos contar os seus próprios horrores, não seria simpático ao espectador é acreditar quase nada ou nada mesmo no poder da estrutura narrativa cinematográfica, inclusive com direito à catarse ( do Grego Kátharsis - purificação, purgação e evacuação) no final, com um tiro na cara da platéia... a que morre no lugar do bandido, a omissa, a também consumidora de droga, a que dá trabalho, literalmente, aos policiais. A CULPADA.
O não-herói que deu um perdido no seu criador! Inclusive, abonando um dos seus pupilos a dar luz (leia-se óculos) ao garoto da comunidade que tinha problemas com as vistas. Daí, morreu o cara desse combate, tentando que o garoto pudesse enxergar outro caminho... É pirar demais? Está lá, as imagens mostram isso. São símbolos, e não foram inventados por mim, nem tampouco agora.
Em tempo e resumindo e não entrando em outros detalhes, para que isso seja lido até o fim por quem por aqui se adentrar, tive notícias e tenho de que as crianças que viram a cópia pirata estão adorando o filme.... O meu filho de 13 anos está doido para assisti-lo. Para refletir: será que eles vão entender e debater como nós, os adultos? Terão essa oportunidade? O meu eu cuido... Vamos duvidar, a dúvida ainda é um remédio.
Afinal, o filme é bandido ou mocinho? Bandido ou mocinho, ele é nosso, brasileiro, e temos que assumir, seja lá a que preço.
brincadeiras no parque - jonilson (texto e fotos)
a satisfação de brincar:



Brincar. Uma coisa tão natural, tão orgânica. Mas parece que algumas brincadeiras foram se perdendo no tempo; os brinquedos eletrônicos invadiram a vida de quase todos e determinaram algumas novas regras na brincadeira. Algumas crianças simplesmente não sabem mais brincar, nem tampouco fabricar seus brinquedos.
Cresci num bairro da periferia e minha infância foi rica em brincar, criar e fazer novos brinquedos. Fazia de tudo, desde carrinhos de rolimã (esses com uma tecnologia um pouco mais avançada), carrinhos com latas cheias de areia, pernas de pau, pião, até fliperama com madeira e bolinha de gude; estas também com sua própria dinâmica nas brincadeiras.
Já há algum tempo fui convidado por uma amiga, Lindalva, e por um amigo, Adriano, a fotografar o trabalho que eles estavam desenvolvendo através do projeto Brincadeiras em Espaços Públicos; este projeto está ligado a uma ONG internacional chamada Aliança pela Infância, também a ONG Monte Azul, e visa a recuperação das brincadeiras em espaços como praças, parques e onde houver crianças. No nosso caso o projeto aconteceu no Parque Chácara das Flores, entre os bairros de Itaim Paulista e Guaianazes.
Infelizmente o projeto não conta com a verba adequada para acontecer todo mês, o que seria recomendável, pois a participação na comunidade tem como foco a integração dos monitores com as crianças e as mães e pais destas. Mas isso é uma outra história da já conhecida burocracia e o poder público também não mostra muito interesse.
Pois bem, nesse Domingo, 27 de outubro, estivemos no Chácara das Flores e mais uma vez fomos muito bem recebidos pelos usuários do parque. As crianças como sempre se deliciaram (e nós também) com as brincadeiras; foram horas agradáveis correndo, pulando e andando sobre latas e perna-de-pau, pulando corda, rodando bambolê, fazendo cama-de-gato e sorrindo; sorrindo muito. E no final do dia encerramos a festa com uma grande roda de ciranda.
Para mim foi algo a mais na vida, mais uma experiência de como muitas coisas podem ser possíveis e nada é tão violento assim como pregam muitas mídias por aí. Um domingo no parque com felicidade e transbordo de alegrias coletivas. Só tenho que agradecer aos meus amigos e aquelas crianças por me devolveram por algumas horas a minha infância, que de alguma maneira arde dentro do meu ser adulto, e de vez em quando vem à tona, como que dizendo: não se esqueça, e não me esqueço.
Brincar. Uma coisa tão natural, tão orgânica. Mas parece que algumas brincadeiras foram se perdendo no tempo; os brinquedos eletrônicos invadiram a vida de quase todos e determinaram algumas novas regras na brincadeira. Algumas crianças simplesmente não sabem mais brincar, nem tampouco fabricar seus brinquedos.
Cresci num bairro da periferia e minha infância foi rica em brincar, criar e fazer novos brinquedos. Fazia de tudo, desde carrinhos de rolimã (esses com uma tecnologia um pouco mais avançada), carrinhos com latas cheias de areia, pernas de pau, pião, até fliperama com madeira e bolinha de gude; estas também com sua própria dinâmica nas brincadeiras.
Já há algum tempo fui convidado por uma amiga, Lindalva, e por um amigo, Adriano, a fotografar o trabalho que eles estavam desenvolvendo através do projeto Brincadeiras em Espaços Públicos; este projeto está ligado a uma ONG internacional chamada Aliança pela Infância, também a ONG Monte Azul, e visa a recuperação das brincadeiras em espaços como praças, parques e onde houver crianças. No nosso caso o projeto aconteceu no Parque Chácara das Flores, entre os bairros de Itaim Paulista e Guaianazes.
Infelizmente o projeto não conta com a verba adequada para acontecer todo mês, o que seria recomendável, pois a participação na comunidade tem como foco a integração dos monitores com as crianças e as mães e pais destas. Mas isso é uma outra história da já conhecida burocracia e o poder público também não mostra muito interesse.
Pois bem, nesse Domingo, 27 de outubro, estivemos no Chácara das Flores e mais uma vez fomos muito bem recebidos pelos usuários do parque. As crianças como sempre se deliciaram (e nós também) com as brincadeiras; foram horas agradáveis correndo, pulando e andando sobre latas e perna-de-pau, pulando corda, rodando bambolê, fazendo cama-de-gato e sorrindo; sorrindo muito. E no final do dia encerramos a festa com uma grande roda de ciranda.
Para mim foi algo a mais na vida, mais uma experiência de como muitas coisas podem ser possíveis e nada é tão violento assim como pregam muitas mídias por aí. Um domingo no parque com felicidade e transbordo de alegrias coletivas. Só tenho que agradecer aos meus amigos e aquelas crianças por me devolveram por algumas horas a minha infância, que de alguma maneira arde dentro do meu ser adulto, e de vez em quando vem à tona, como que dizendo: não se esqueça, e não me esqueço.
O CINECLUBE PÓLIS ESTARÁ NA PROGRAMAÇÃO DO CICLO DE DEBATES CULTURA E CONHECIMENTO LIVRES
O CINECLUBE PÓLIS ESTARÁ NA PROGRAMAÇÃO
DO CICLO DE DEBATES CULTURA E CONHECIMENTO LIVRES
Nos dias 25 (quinta-feira) e 30 (terça-feira) de outubro o Cineclube Pólis fará parte das atividades culturais do ciclo de debates "Conhecimento e Cultura Livres: Disputas, Práticas e Idéias", promovido pela Ação Educativa e o Coletivo Epidemia.
Na programação está a pré-estréia do longa metragem "Bom Dia Eternidade" de Rogério Moura e os curta-metragens "Imagens de uma Vida Simples" e "Paralelo: Espasmos de Realidade" do Núcleo de Comunicação Alternativa (NCA), "Vaguei nos Livros e Me Sujei com a M... Toda" da Edições Toró, "Poeira" do Coletivo Arte na Periferia Produções e "2 meses e 23 minutos" de Rogério Pixote do Cine Becos.
PROGRAMAÇÃO:
Dia 25/10, quinta-feira
CEU Itaim Paulista - R. Daniel Muller, 34, Chácara Dona Olivia
17:00 - Imagens de uma Vida Simples (NCA)
17:30 - Vaguei nos Livros e me Sujei com a M... Toda (Edições Toró)
18:00 - Bom Dia Eternidade (Rógerio Moura) - PRÉ-ESTRÉIA
Dia 30/10, terça-feira
Centro Cultural da Juventude - AV. Deputado Emílio Carlos, 3641, Vila Nova Cachoeirinha
17:00 - Paralelo: Espasmos de Realidade (NCA)
17:30 - Poeira (Arte na Periferia Produções)
17:35 - 2 meses e 23 minutos (Cine Becos)
18:05 - Bom Dia Eternidade (Rogério Moura)
Confira a programação completa do ciclo de debates:
http://nsae.acaoeducativa.org.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=583
Mais informações sobre o Cineclube Pólis estão em:
http://www.polis.org.br/tematicas.asp?cd_camada1=22&cd_camada2=157
Rua Araújo, 124, Vila Buarque
próximo à estação de metrô República, esquina com a rua Gal. Jardim
Contato: 2174.6841 / luiseduardo@polis.org.br / cultura@polis.org.br
SINÓPSES
BOM DIA ETERNIDADE
Clementino foi um famoso jogador de futebol. Participou da SeleçãoBrasileira de Futebol, na Copa do Mundo de 1958, na Suécia. Atualmente,vive das lembranças de um tempo de glória e sucesso. Tornou-se umapessoa amarga and rancorosa. Acredita que sua vida acabou. Odete, suaesposa, é ao mesmo tempo companheira, mãe e enfermeira. Um dia, umacontecimento mágico mudará a rotina do casal. Clementino tem a chancede viver tudo novamente.
Produção: Farid Tavares & Rogério de Moura
Roteiro e Direção: Rogério de Moura
Produtor Executivo: Farid Tavares
Montagem: Willem Dias
Diretor de Fotografia: Mário Carneiro
Diretor de Arte: Cristiano Amaral
Som Direto: Louis Robin
Edição de Som e Mixagem: Miriam Biderman & Ricardo Reis
Trilha Sonora: Fernando Forni
Figurinos: Marichilene
SOBRE O DIRETOR
Rogério Moura, diretor e roteirista, nasceu em São Paulo, em 1970, ecomeçou sua atuação na área cinematográfica em 1993, nas OficinasCulturais da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.
IMAGENS DE UMA VIDA SIMPLES
Um registro da vida e obra de Solano Trindade (poeta negro, poeta do povo), através de relatos de seus amigos e parentes, de pano de fundo a cidade de Embú das artes, cenário de ebulições artísticas e movimentações culturais que mostram ainda hoje a marca de Solano Trindade.
O documentário foi realizado atráves de uma parceria entre a Cia Sansacroma e o NCA - Nucleo de Comunicação Alternativa. Vídeo realizado por Cia Sansacroma e Núcleo de Comunicação Alternativa com o apoio do Premio Criando Asas promovido pela Red Bull e Instituto Criar de Tv e Cinema.
Direção: Daniel Fagundes
Assistente de Direção e Fotografia: Fernando Solidade
Som direto: Diego FF Soares
Produção: Gal Martins e Maria Helena Barros
Assistentes de Produção: Cicero Meneghinne e Antonio Marques
Edição: Lilian Castro
VAGUEI OS LIVROS E ME SUJEI COM A M... TODA
Aborda a presença patética, a ausência de personagens e autores negros na literatura transmitida nas escolas, quais estimulam o desgosto pela leitura na criança negra. Enfoca história literária negra mundial; ciências africanas; Hip-Hop como parceiro da leitura e literatura periférica paulistana.
Roteiro: Allan Santos da Rosa, Fabio Monteiro Pereira
Direção de arte: Mateus Bertolini de Moraes, Fabio Monteiro Pereira, Allan Santos da Rosa
Montagem: Mateus Bertolini de Moraes, Fabio Monteiro Pereira
Mateus Bertolini de Moraes - Edições Toró
santosdarosa@ig.com.br
PARALELO: ESPASMOS DE REALIDADE
Um escritor divaga sobre a funcionalidade das coisas que permeiam seu mundo, o que é real? O que é insanidade? Algo sobre a capacidade da sociedade em julgar alguém louco.
Roteiro: Luiz Felipe Kinum Kabe, Fernando solidade Soares e Marcelino Queiroz Bessa
Fotografia: Daniel Fagundes e Fernando Solidade Soares
Direção de arte: Marcelle Nabarreti
Montagem: Daniel Fagundes e Fernando Solidade Soares
Música original: Pigarro Seco
Produção: Marcelle Nabarreti e Diego FF Soares
Companhia produtora: NCA-Núcleo de Comunicação Alternativa
Escola: NCA
Elenco: Diego FF Soares e Luiz Felipe Kinum Kabe
...P...O...E...I...R...A...
Uma música, uma foto, um filme.
Um instante de POEIRA que sobre em serra pelada.
Direção: David Vidad Luciano Oliveira
Produção: Daniela Embóm e Elton Campos
Realização Arte na Periferia produções e NERAMA
assita pela internet
www.artenaperiferia.blogspot.com
www.kinooikos.com/acervo/videos/176
2 MESES E 23 MINUTOS
Direcao: Rogerio Pixote e Fabio Ranzani
Producao: Daniela Bortman
Edição: Paulo Caldas
Mães, cozinheiras e crianças do acampamento João Cândido do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) em Itapecerica da Serra relatam suas vivências na ocupação que concentrou 4 mil famílias em apenas 2 meses.
DO CICLO DE DEBATES CULTURA E CONHECIMENTO LIVRES
Nos dias 25 (quinta-feira) e 30 (terça-feira) de outubro o Cineclube Pólis fará parte das atividades culturais do ciclo de debates "Conhecimento e Cultura Livres: Disputas, Práticas e Idéias", promovido pela Ação Educativa e o Coletivo Epidemia.
Na programação está a pré-estréia do longa metragem "Bom Dia Eternidade" de Rogério Moura e os curta-metragens "Imagens de uma Vida Simples" e "Paralelo: Espasmos de Realidade" do Núcleo de Comunicação Alternativa (NCA), "Vaguei nos Livros e Me Sujei com a M... Toda" da Edições Toró, "Poeira" do Coletivo Arte na Periferia Produções e "2 meses e 23 minutos" de Rogério Pixote do Cine Becos.
PROGRAMAÇÃO:
Dia 25/10, quinta-feira
CEU Itaim Paulista - R. Daniel Muller, 34, Chácara Dona Olivia
17:00 - Imagens de uma Vida Simples (NCA)
17:30 - Vaguei nos Livros e me Sujei com a M... Toda (Edições Toró)
18:00 - Bom Dia Eternidade (Rógerio Moura) - PRÉ-ESTRÉIA
Dia 30/10, terça-feira
Centro Cultural da Juventude - AV. Deputado Emílio Carlos, 3641, Vila Nova Cachoeirinha
17:00 - Paralelo: Espasmos de Realidade (NCA)
17:30 - Poeira (Arte na Periferia Produções)
17:35 - 2 meses e 23 minutos (Cine Becos)
18:05 - Bom Dia Eternidade (Rogério Moura)
Confira a programação completa do ciclo de debates:
http://nsae.acaoeducativa.org.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=583
Mais informações sobre o Cineclube Pólis estão em:
http://www.polis.org.br/tematicas.asp?cd_camada1=22&cd_camada2=157
Rua Araújo, 124, Vila Buarque
próximo à estação de metrô República, esquina com a rua Gal. Jardim
Contato: 2174.6841 / luiseduardo@polis.org.br / cultura@polis.org.br
SINÓPSES
BOM DIA ETERNIDADE
Clementino foi um famoso jogador de futebol. Participou da SeleçãoBrasileira de Futebol, na Copa do Mundo de 1958, na Suécia. Atualmente,vive das lembranças de um tempo de glória e sucesso. Tornou-se umapessoa amarga and rancorosa. Acredita que sua vida acabou. Odete, suaesposa, é ao mesmo tempo companheira, mãe e enfermeira. Um dia, umacontecimento mágico mudará a rotina do casal. Clementino tem a chancede viver tudo novamente.
Produção: Farid Tavares & Rogério de Moura
Roteiro e Direção: Rogério de Moura
Produtor Executivo: Farid Tavares
Montagem: Willem Dias
Diretor de Fotografia: Mário Carneiro
Diretor de Arte: Cristiano Amaral
Som Direto: Louis Robin
Edição de Som e Mixagem: Miriam Biderman & Ricardo Reis
Trilha Sonora: Fernando Forni
Figurinos: Marichilene
SOBRE O DIRETOR
Rogério Moura, diretor e roteirista, nasceu em São Paulo, em 1970, ecomeçou sua atuação na área cinematográfica em 1993, nas OficinasCulturais da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.
IMAGENS DE UMA VIDA SIMPLES
Um registro da vida e obra de Solano Trindade (poeta negro, poeta do povo), através de relatos de seus amigos e parentes, de pano de fundo a cidade de Embú das artes, cenário de ebulições artísticas e movimentações culturais que mostram ainda hoje a marca de Solano Trindade.
O documentário foi realizado atráves de uma parceria entre a Cia Sansacroma e o NCA - Nucleo de Comunicação Alternativa. Vídeo realizado por Cia Sansacroma e Núcleo de Comunicação Alternativa com o apoio do Premio Criando Asas promovido pela Red Bull e Instituto Criar de Tv e Cinema.
Direção: Daniel Fagundes
Assistente de Direção e Fotografia: Fernando Solidade
Som direto: Diego FF Soares
Produção: Gal Martins e Maria Helena Barros
Assistentes de Produção: Cicero Meneghinne e Antonio Marques
Edição: Lilian Castro
VAGUEI OS LIVROS E ME SUJEI COM A M... TODA
Aborda a presença patética, a ausência de personagens e autores negros na literatura transmitida nas escolas, quais estimulam o desgosto pela leitura na criança negra. Enfoca história literária negra mundial; ciências africanas; Hip-Hop como parceiro da leitura e literatura periférica paulistana.
Roteiro: Allan Santos da Rosa, Fabio Monteiro Pereira
Direção de arte: Mateus Bertolini de Moraes, Fabio Monteiro Pereira, Allan Santos da Rosa
Montagem: Mateus Bertolini de Moraes, Fabio Monteiro Pereira
Mateus Bertolini de Moraes - Edições Toró
santosdarosa@ig.com.br
PARALELO: ESPASMOS DE REALIDADE
Um escritor divaga sobre a funcionalidade das coisas que permeiam seu mundo, o que é real? O que é insanidade? Algo sobre a capacidade da sociedade em julgar alguém louco.
Roteiro: Luiz Felipe Kinum Kabe, Fernando solidade Soares e Marcelino Queiroz Bessa
Fotografia: Daniel Fagundes e Fernando Solidade Soares
Direção de arte: Marcelle Nabarreti
Montagem: Daniel Fagundes e Fernando Solidade Soares
Música original: Pigarro Seco
Produção: Marcelle Nabarreti e Diego FF Soares
Companhia produtora: NCA-Núcleo de Comunicação Alternativa
Escola: NCA
Elenco: Diego FF Soares e Luiz Felipe Kinum Kabe
...P...O...E...I...R...A...
Uma música, uma foto, um filme.
Um instante de POEIRA que sobre em serra pelada.
Direção: David Vidad Luciano Oliveira
Produção: Daniela Embóm e Elton Campos
Realização Arte na Periferia produções e NERAMA
assita pela internet
www.artenaperiferia.blogspot.com
www.kinooikos.com/acervo/videos/176
2 MESES E 23 MINUTOS
Direcao: Rogerio Pixote e Fabio Ranzani
Producao: Daniela Bortman
Edição: Paulo Caldas
Mães, cozinheiras e crianças do acampamento João Cândido do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) em Itapecerica da Serra relatam suas vivências na ocupação que concentrou 4 mil famílias em apenas 2 meses.
certas rotinas - jonilson montalvão
Diante das intransigências e das urgências
me debruço sobre a metáfora
e caminho não querendo certas rotinas
mas assim mesmo fazendo um pequeno esforço
para cumpri-las sem que isso cause-me danos maiores...
Minha indignação perpassa
por males de aflições urbanas demais
e sinto a cada instante um pulsar dizendo saia agora, saia agora, vá agora, vá agora...
vou já respondo pelo inconsciente...
me debruço sobre a metáfora
e caminho não querendo certas rotinas
mas assim mesmo fazendo um pequeno esforço
para cumpri-las sem que isso cause-me danos maiores...
Minha indignação perpassa
por males de aflições urbanas demais
e sinto a cada instante um pulsar dizendo saia agora, saia agora, vá agora, vá agora...
vou já respondo pelo inconsciente...
CIA TAMANCO - jonilson montalvão
A pedra que tinha no meio da estrada foi alavancada e nossa primeira exposição saiu; na verdade não é a primeira do grupo, já fizemos uma outra num bar, mas esta é melhor esquecer.
Depois de algum tempo, a Cia Tamanco (nosso grupo de artes) realiza sua exposição coletiva e até que iniciamos bem, pois o Museu de Santo Amaro nos abriu a porta e lá estávamos saciando nossas ansiedades.
Esses trabalhos, que foram expostos, de uma certa maneira já estavam prontos, não totalmente acabados, pois a maioria era composto por fotografias e a falta de grana fez com que o projeto fosse adiado, adiado e adiado. Nesse ínterim procuramos nos reunir para dar uma característica ao projeto.
Então depois de tudo isso e mais algumas coisas conseguimos expor nossos trabalhos e a maneira como tudo (o)correu foi muito bom, muito bom mesmo.
O Museu de Santo Amaro nos abriu as portas acreditando no nosso trabalho que, de alguma maneira, também se parece muito com o trabalho deles; digo pela resistência e pela falta de apoio, mas mesmo assim ambos seguem suas trilhas e fazem um pouco da história dessa cidade e desse país.
No domingo, 30 de setembro, abrimos a exposição e recebemos amigos, conhecidos e demais pessoas que ali passaram e viram uma mostra da diversidade de olhares sobre um tema: que era o da represa Billings e Guarapiranga.
Os trabalhos expostos mostram uma pequena linha de pensamento que permeiam nossos imaginários e (in)conscientes; visto como um processo de produção e fazer artístico.
A experiência, sem dúvida nenhuma, foi enriquecedora; agora é esperar e também buscar outras perspectivas para que nossos trabalhos sejam ampliados.
Depois de algum tempo, a Cia Tamanco (nosso grupo de artes) realiza sua exposição coletiva e até que iniciamos bem, pois o Museu de Santo Amaro nos abriu a porta e lá estávamos saciando nossas ansiedades.
Esses trabalhos, que foram expostos, de uma certa maneira já estavam prontos, não totalmente acabados, pois a maioria era composto por fotografias e a falta de grana fez com que o projeto fosse adiado, adiado e adiado. Nesse ínterim procuramos nos reunir para dar uma característica ao projeto.
Então depois de tudo isso e mais algumas coisas conseguimos expor nossos trabalhos e a maneira como tudo (o)correu foi muito bom, muito bom mesmo.
O Museu de Santo Amaro nos abriu as portas acreditando no nosso trabalho que, de alguma maneira, também se parece muito com o trabalho deles; digo pela resistência e pela falta de apoio, mas mesmo assim ambos seguem suas trilhas e fazem um pouco da história dessa cidade e desse país.
No domingo, 30 de setembro, abrimos a exposição e recebemos amigos, conhecidos e demais pessoas que ali passaram e viram uma mostra da diversidade de olhares sobre um tema: que era o da represa Billings e Guarapiranga.
Os trabalhos expostos mostram uma pequena linha de pensamento que permeiam nossos imaginários e (in)conscientes; visto como um processo de produção e fazer artístico.
A experiência, sem dúvida nenhuma, foi enriquecedora; agora é esperar e também buscar outras perspectivas para que nossos trabalhos sejam ampliados.
A Hora da História -
A Hora da História
convida:
Programação de Outubro
APRESENTAÇÕES ABERTAS AO PÚBLICO E GRATUITAS
Em unidades do Sesc
Melodia de Poesia
Apresentação musical com jogos de ritmos, brincadeiras cantadas, poemas musicados e muita cantiga de roda
Sesc Av. Paulista - 06 e 07/10, às 16h
Sesc Ribeirão - 12/10, às 16h
Brasilidades
Seleção de contos de diversos autores brasileiros
Sesc Interlagos - 20/10, às 15h
Hoje é Dia de História!
Seleção de divertidos contos para crianças e adultos
Sesc Interlagos - 27/10, às 15h
Em Bibliotecas
Brasilidades
Seleção de contos de diversos autores brasileiros
Biblioteca Raymundo de Menezes - 19/10, às 10h
Av. Nordestina, 780 - São Miguel Paulista - Tel.: 6297-4053
Biblioteca Camila C. César - 23/10, às 10h
Rua Waldemar Sanches, 41 - Butantã - Tel.: 3731-5210
Biblioteca Álvares de Azevedo - 24/10, às 10h
Pça. Joaquim José da Nova, s/n° - Vila Maria - tel: 6954-3118
Biblioteca Ricardo Ramos - 25/10, às 16h
Praça do Centenário de Vila Prudente, 25 - Vila Prudente - Tel.: 2273-4860
Biblioteca Hans Christian Andersen - 26/10, às 14:30
Av. Celso Garcia, 4142 - Tatuapé - Tel.: 2295-3447
APRESENTAÇÕES FECHADAS
Em Escolas
Contação de Histórias
Escola Teddyhaus Recreação Infantil - 01/10, às 10h
Nova Escola - 08/10, às 11h e 14h
Chuva de Histórias
Seleção de contos que abordam a temática Meio Ambiente
Pela Fundação Viva e Deixe Viver
Escola Estadual Marechal Eurico Gaspar Dutra - 09 e 10/10, às 10h e 14h
Escola Estadual de Primeiro Grau Adelina Issa Ashcar - 16/10, às 09h, 10:30h, 14h e 15:30h
Outros Eventos
Contação de Histórias
4° Evento dos Aposentados do Itaú
em Goiânia - 02/10, às 19h
em Belo Horizonte - 04/10, às 19h
no Rio de Janeiro - 09/10, às 19h
em São Paulo - 17/10, às 19h
Esperamos por você!
A Hora da História
(11) 7128-1629 / 5575-3440 / 5571-4443
ahoradahistoria@hotmail.com
www.ahoradahistoria.com.br
Para conferir nossa programação acesse:
http://horadahistoria.blogspot.com
convida:
Programação de Outubro
APRESENTAÇÕES ABERTAS AO PÚBLICO E GRATUITAS
Em unidades do Sesc
Melodia de Poesia
Apresentação musical com jogos de ritmos, brincadeiras cantadas, poemas musicados e muita cantiga de roda
Sesc Av. Paulista - 06 e 07/10, às 16h
Sesc Ribeirão - 12/10, às 16h
Brasilidades
Seleção de contos de diversos autores brasileiros
Sesc Interlagos - 20/10, às 15h
Hoje é Dia de História!
Seleção de divertidos contos para crianças e adultos
Sesc Interlagos - 27/10, às 15h
Em Bibliotecas
Brasilidades
Seleção de contos de diversos autores brasileiros
Biblioteca Raymundo de Menezes - 19/10, às 10h
Av. Nordestina, 780 - São Miguel Paulista - Tel.: 6297-4053
Biblioteca Camila C. César - 23/10, às 10h
Rua Waldemar Sanches, 41 - Butantã - Tel.: 3731-5210
Biblioteca Álvares de Azevedo - 24/10, às 10h
Pça. Joaquim José da Nova, s/n° - Vila Maria - tel: 6954-3118
Biblioteca Ricardo Ramos - 25/10, às 16h
Praça do Centenário de Vila Prudente, 25 - Vila Prudente - Tel.: 2273-4860
Biblioteca Hans Christian Andersen - 26/10, às 14:30
Av. Celso Garcia, 4142 - Tatuapé - Tel.: 2295-3447
APRESENTAÇÕES FECHADAS
Em Escolas
Contação de Histórias
Escola Teddyhaus Recreação Infantil - 01/10, às 10h
Nova Escola - 08/10, às 11h e 14h
Chuva de Histórias
Seleção de contos que abordam a temática Meio Ambiente
Pela Fundação Viva e Deixe Viver
Escola Estadual Marechal Eurico Gaspar Dutra - 09 e 10/10, às 10h e 14h
Escola Estadual de Primeiro Grau Adelina Issa Ashcar - 16/10, às 09h, 10:30h, 14h e 15:30h
Outros Eventos
Contação de Histórias
4° Evento dos Aposentados do Itaú
em Goiânia - 02/10, às 19h
em Belo Horizonte - 04/10, às 19h
no Rio de Janeiro - 09/10, às 19h
em São Paulo - 17/10, às 19h
Esperamos por você!
A Hora da História
(11) 7128-1629 / 5575-3440 / 5571-4443
ahoradahistoria@hotmail.com
www.ahoradahistoria.com.br
Para conferir nossa programação acesse:
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BRASIL DE FATO: Abrir a “caixa preta” das comunicações no Brasil
Campanha dos movimentos sociais defende participação da sociedade civil no debate da renovação das concessões de rádio e TV
Mayrá Lima,
O dia 5 de outubro de 2007 é uma data emblemática. Depois de 15 anos, vence o prazo de concessão de várias emissoras privadas de televisão no País como as cinco retransmissoras da Rede Globo (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Belo Horizonte), Band, Record, Gazeta, entre outras. A data foi escolhida pela Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), organização que reúne os principais movimentos populares e sindicais do País, para o lançamento da “Campanha por democracia e transparência nas concessões de rádio e TV”. Estão previstas mobilizações em 11 capitais brasileiras.
A iniciativa, sob o mote “Concessões de rádio e TV: quem manda é você”, pretende denunciar as irregularidades dos processos de renovação das outorgas de exploração de serviço de radiodifusão, que desrespeitam o caráter público das concessões de rádio e TV. No mesmo dia das mobilizações, serão entregues ao Ministério Público Federal representações contra emissoras que veiculam publicidade 24 horas por dia – o que desrespeita a legislação. Também serão encaminhados ao Ministério das Comunicações pedidos de informação sobre as emissoras com outorgas vencidas.
A questão não se resume às concessões que vão vencer. Hoje, diversas emissoras de rádio e TV funcionam com a outorga expiradas e contam com o consentimento do poder público. O Ministério das Comunicações faz mais do que vistas grossas e trata a informação como sigilosa. No início de 2007, retirou de sua página na internet a listagem que relacionava prazos de vencimento dos concessionários da rádio e TV (Governo sonega informações sobre os donos da mídia). A falta de fiscalização por parte da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) facilita a prática irregular dessas emissoras. O que favorece as cerca de oito famílias que hegemonizam as comunicações no Brasil configurando um oligopólio poderoso na formação de opinião da população brasileira.
Democratizar a mídia
Os movimentos sociais que compõem a CMS avaliam que há uma “caixa-preta” a ser desvendada em todo o processo de renovação. De acordo com Rosana Berttoti, diretora de comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), esta é uma pauta estratégica para os movimentos sociais. “A forma com que a mídia criminaliza os movimentos sociais fez com que nós encampássemos esse debate das concessões para que pudéssemos discutir que rádio e televisão no Brasil é concessão pública, logo precisa ser tratada como tal”, explicou (Emissoras se apropriam de um bem público para fins privados).
A reivindicação central da CMS é por um novo marco regulatório para as comunicações. A proposta é que sejam contemplados mecanismos de participação da sociedade civil na hora de se conceder um canal de TV ou uma potência de rádio. “É preciso que se tenham critérios de participação na hora de conceder e um processo de avaliação durante (o tempo de vigência), ou seja, que sejam respeitados os movimentos sociais, as mulheres, os negros, das minorias”, disse Rosana (Campanha pede democracia nas concessões de rádio e TV). O processo de renovação de outorga de concessão ocorre a cada 15 anos, no caso da TV, e a cada 10 anos no caso de rádios.
Discurso conservador
A maior dificuldade dos movimentos sociais é se contrapor à ladainha do medo, entoada pelos grupos empresariais, de que cobrar critérios para a renovação de concessão é uma “discussão autoritária” ou uma “ameaça à democracia”. A retórica dos oligopólios, no entanto, não se sustenta à luz da própria Constituição que determina ao Poder Executivo a competência de renovar e outorgar uma concessão. Mesmo assim, as empresas elaboram um discurso pelo qual se apropriam de um serviço público – o de radiodifusão – e rejeitam a participação da sociedade na definição daquilo que a compete, em uma democracia: a definição nos destinos do que pertence, justamente, ao povo.
“Isto não é, nem nunca foi, uma democracia. Isso se chama oligarquia. As concessões não deveriam ser dadas por órgãos estatais, mas por um órgão de majoritária participação popular. O Conselho de Comunicação Social deveria ser um órgão de Estado, mas com participação popular e poder de dar ou negar as concessões”, disse o jurista Fábio Konder Comparato.
Para Comparato, é preciso estabelecer uma série de controles para que o interesse público seja respeitado na ótica dos direitos humanos. “O Ministério Público deveria atuar sobre programas de rádio e televisão racistas. É preciso criar ouvidorias populares sobre a rádio e televisão. Os ouvidores deveriam ser eleitos e não ter nenhuma ligação com o poder Executivo. É preciso que os órgãos de comunicação de massa sejam democratizados, o que significa que não podem ser propriedade de empresas particulares”, defendeu o jurista.
Mayrá Lima,
O dia 5 de outubro de 2007 é uma data emblemática. Depois de 15 anos, vence o prazo de concessão de várias emissoras privadas de televisão no País como as cinco retransmissoras da Rede Globo (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Belo Horizonte), Band, Record, Gazeta, entre outras. A data foi escolhida pela Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), organização que reúne os principais movimentos populares e sindicais do País, para o lançamento da “Campanha por democracia e transparência nas concessões de rádio e TV”. Estão previstas mobilizações em 11 capitais brasileiras.
A iniciativa, sob o mote “Concessões de rádio e TV: quem manda é você”, pretende denunciar as irregularidades dos processos de renovação das outorgas de exploração de serviço de radiodifusão, que desrespeitam o caráter público das concessões de rádio e TV. No mesmo dia das mobilizações, serão entregues ao Ministério Público Federal representações contra emissoras que veiculam publicidade 24 horas por dia – o que desrespeita a legislação. Também serão encaminhados ao Ministério das Comunicações pedidos de informação sobre as emissoras com outorgas vencidas.
A questão não se resume às concessões que vão vencer. Hoje, diversas emissoras de rádio e TV funcionam com a outorga expiradas e contam com o consentimento do poder público. O Ministério das Comunicações faz mais do que vistas grossas e trata a informação como sigilosa. No início de 2007, retirou de sua página na internet a listagem que relacionava prazos de vencimento dos concessionários da rádio e TV (Governo sonega informações sobre os donos da mídia). A falta de fiscalização por parte da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) facilita a prática irregular dessas emissoras. O que favorece as cerca de oito famílias que hegemonizam as comunicações no Brasil configurando um oligopólio poderoso na formação de opinião da população brasileira.
Democratizar a mídia
Os movimentos sociais que compõem a CMS avaliam que há uma “caixa-preta” a ser desvendada em todo o processo de renovação. De acordo com Rosana Berttoti, diretora de comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), esta é uma pauta estratégica para os movimentos sociais. “A forma com que a mídia criminaliza os movimentos sociais fez com que nós encampássemos esse debate das concessões para que pudéssemos discutir que rádio e televisão no Brasil é concessão pública, logo precisa ser tratada como tal”, explicou (Emissoras se apropriam de um bem público para fins privados).
A reivindicação central da CMS é por um novo marco regulatório para as comunicações. A proposta é que sejam contemplados mecanismos de participação da sociedade civil na hora de se conceder um canal de TV ou uma potência de rádio. “É preciso que se tenham critérios de participação na hora de conceder e um processo de avaliação durante (o tempo de vigência), ou seja, que sejam respeitados os movimentos sociais, as mulheres, os negros, das minorias”, disse Rosana (Campanha pede democracia nas concessões de rádio e TV). O processo de renovação de outorga de concessão ocorre a cada 15 anos, no caso da TV, e a cada 10 anos no caso de rádios.
Discurso conservador
A maior dificuldade dos movimentos sociais é se contrapor à ladainha do medo, entoada pelos grupos empresariais, de que cobrar critérios para a renovação de concessão é uma “discussão autoritária” ou uma “ameaça à democracia”. A retórica dos oligopólios, no entanto, não se sustenta à luz da própria Constituição que determina ao Poder Executivo a competência de renovar e outorgar uma concessão. Mesmo assim, as empresas elaboram um discurso pelo qual se apropriam de um serviço público – o de radiodifusão – e rejeitam a participação da sociedade na definição daquilo que a compete, em uma democracia: a definição nos destinos do que pertence, justamente, ao povo.
“Isto não é, nem nunca foi, uma democracia. Isso se chama oligarquia. As concessões não deveriam ser dadas por órgãos estatais, mas por um órgão de majoritária participação popular. O Conselho de Comunicação Social deveria ser um órgão de Estado, mas com participação popular e poder de dar ou negar as concessões”, disse o jurista Fábio Konder Comparato.
Para Comparato, é preciso estabelecer uma série de controles para que o interesse público seja respeitado na ótica dos direitos humanos. “O Ministério Público deveria atuar sobre programas de rádio e televisão racistas. É preciso criar ouvidorias populares sobre a rádio e televisão. Os ouvidores deveriam ser eleitos e não ter nenhuma ligação com o poder Executivo. É preciso que os órgãos de comunicação de massa sejam democratizados, o que significa que não podem ser propriedade de empresas particulares”, defendeu o jurista.
ILÚ OBÁ DE MIN
Ilú Obá De Min – Educação, Cultura e Arte Negra é uma entidade feminina, sem fins lucrativos, surgiu ao longo de vinte anos de pesquisa-ação desenvolvidas com variados grupos sociais tendo como base, as culturas de matriz africana e afro-brasileira.
O objetivo da entidade é preservar e divulgar a cultura negra no Brasil, mantendo diálogo cultural constante com o continente africano através dos instrumentos, dos cânticos, dos toques e da corporeidade, além de abrir novos espaços, de maneira lúdica e responsável, visando o fortalecimento individual e coletivo das mulheres na sociedade.
O Ilú Obá De Min abarca os cinco projetos a seguir:
1- Bloco Afro Ilú Obá De Min:cujo objetivo é divulgar as tradições percussivas, musicais e coreográficas africanas e afro-brasileiras a partir de oficinas de rua para mulheres.
2- Banda Ilú Obá De Min:cujo objetivo é a pesquisa musical de matriz africana e afro-brasileira e sua divulgação. Composta por 30 mulheres ritmistas tocando djembês, alfaias, ilús, agogôs e xequerês.
3- Corpo de baile Ilú Oba De Min, cujo objetivo é trabalhar com a dança de matriz aficana e afro-brasileira.
4- Ilú na Mesa - ciclo de palestras e debates :cujo objetivo é promover o debate entre as/os integrantes da entidade e sociedade em geral sobre temas voltados para educação, cultura e arte negra.
5- Triunfo das Heranças Africanas: cujo objetivo é divulgar e dialogar com os inúmeros grupos culturais brasileiros que desenvolvem pesquisa-ação voltada para as culturas de matriz africana e afro-brasileira.
CINECLUBE LUNETIM MÁGICO

O projeto Cineclube Lunetim Mágico está acontecendo todo o segundo domingo de cada mês no Tendal da Lapa, o Lunetim tem como proposta: a projeção de filmes curtas-metragens independentes, o debate em torno destas produções, fomentar a discussão sobre esse tipo de filme, divulgar as obras e torná-las mais acessíveis.
Endereço do Espaço Cultural Tendal da Lapa:
R. Guaicurus, 1100 –
entrada e estacionamento pela rua Constança, 72,
próximo a Estação Ciência e Estação de trem da Lapa.
Informações (11) 6839-2147 ou pedrapequena@ig.com.br
2 Meses e 23 Minutos
Direção: Fábio Ranzani de Paiva e Rogério Pixote
Dur. 23 minutos
Este documentário faz um relato do acampamento João Cândido, MSTC, em Itapecerica da Serra, por meio de mães, mulheres que participam das cozinhas comunitárias e de crianças. Como se dá a organização dentro dos grupos, as brincadeiras, a participação nas passeatas. Expectativas e sensações, de como é estar acampado, neste contexto.
Acorrentados do Brasil: Fogo no Pavio
Dur. 17 minutos
Após oitos meses de luta em uma ocupação de terra no Valo Velho, 300 famílias são ameaçadas de despejo do terreno provisório.
6 da tarde - jonilson montalvão
São 6 da tarde e os pássaros fazem sua comunicação no bojo de uma árvore nas margens do museu, bem no centro da metrópole.
Isso me trás as lembranças de um passeio de bicicleta num domingo em igual horário. Neste instante sou remetido ao encontro da minha companheira de aventuras fantásticas.
São 6 da tarde e os sinos anunciam alguma coisa já há muito esquecida. São 6 da tarde e minhas lembranças são tocadas por esses mesmos sinos e a Ave Maria começa no radinho de pilha de casa e minha Avó corre e um lado pro outro preparando o jantar. São 6 da tarde e eu, moleque demente, corro da rua para dentro de casa e deliro com o aroma do feijão; sempre às 6 da tarde.
Minhas lembranças são retocadas por um sinal em direção ao vento que sopra de leve, nessa tarde quente. São 6 da tarde e as crianças correm nesta praça onde a bandeira do Brasil é recolhida ao som das cornetas dos policiais que ficam imóveis e em posição de algo que não sei.
A corneta ressoa e as crianças correm em direção ao som sem se preocuparem ou saberem de nada. Também não sei, mas paro e olho o ato.
O calor da tarde me faz querer uma cerveja e é isso que faço. Saudar a tarde feliz e repleta de vida ao sabor de uma cerveja.
Brindar a memória e o verão adiantado e reconhecer a vitalidade do momento e querer dizer um oi a qualquer passante.
Isso me trás as lembranças de um passeio de bicicleta num domingo em igual horário. Neste instante sou remetido ao encontro da minha companheira de aventuras fantásticas.
São 6 da tarde e os sinos anunciam alguma coisa já há muito esquecida. São 6 da tarde e minhas lembranças são tocadas por esses mesmos sinos e a Ave Maria começa no radinho de pilha de casa e minha Avó corre e um lado pro outro preparando o jantar. São 6 da tarde e eu, moleque demente, corro da rua para dentro de casa e deliro com o aroma do feijão; sempre às 6 da tarde.
Minhas lembranças são retocadas por um sinal em direção ao vento que sopra de leve, nessa tarde quente. São 6 da tarde e as crianças correm nesta praça onde a bandeira do Brasil é recolhida ao som das cornetas dos policiais que ficam imóveis e em posição de algo que não sei.
A corneta ressoa e as crianças correm em direção ao som sem se preocuparem ou saberem de nada. Também não sei, mas paro e olho o ato.
O calor da tarde me faz querer uma cerveja e é isso que faço. Saudar a tarde feliz e repleta de vida ao sabor de uma cerveja.
Brindar a memória e o verão adiantado e reconhecer a vitalidade do momento e querer dizer um oi a qualquer passante.
Pode Queimar - De Leve
essa letra é de uma música do rapper carioca bem humorado De Leve, está no cd Manifesto ½ 171
Pode Queimar
Político rouba, dono de banco rouba
empresário rouba e pra pobre só sobra
agência 24 horas ou mercado pequeno
ônibus lotado de trabalhador em pleno
dia de pagamento
só tem salário e dinheiro pro apartamento
é vacilo mas é o que dá pra fazer no momento
quando tiver vaga em brasília eu peço um aumento
eu tê sedento mas
nego não larga o osso nem no fundo do poço
ACM Neto é pior que carne de pescoço
no ramo do roubo só sai de lá presunto
Brasília se renova porisso que eu pergunto se...
Pode queimar?
se é político safado
Pode queimar!!!
senador ou deputado
Pode queimar!!!
o braço deve ser amputado
Pode amputar!!
pode?
Pode queimar!!!
De que vale tabalhar até 60 anos
ficar na fila do INSS já sem planos
sem poder praticar crime com renúncia do cargo
não sendo preso, caçado ou sofrendo algum embargo
que nem Bispo Rodrigues
que nem Waldemar da Costa Neto, mas preferiram ficar quieto
eu quero imunidade porque a unidade
de Bangu 1 tem mais polícia que a minha idade
fora os que tão fora do presídio e são concorrente
e ganham porque tem arma, algema e corrente
cheque em branco assinado em moeda corrente
do dono do restaurante que ele estaciona em frente
Pode queimar!!!
se é político safado
Pode queimar!!!
senador ou deputado
Pode queimar!!!
o braço deve ser amputado
Pode amputar!!
pode?
Pode queimar!!!
Pega o álcool líquido o fósforo e o isqueiro
deixa ele de terno e dá na cara 1º
pega o carvão e a picanha
a gente aproveita a brasa e queima a carne depois de queimar as piranha
peixe na brasa faz bem tem tem ômega 6
cês pegam o ômega, cada um tem seis
pega o pão velho, acende o fogo
faz ele contar tudo que fez, deixa ele abrir o jogo
finge que vai liberar deixa ele gritar até confessar
o que não fez ou até ficar
chorando igual criança oferecendo propina
pra tu liberar ele ou matar de carabina
Pode queimar!!!
se é político safado
Pode queimar!!!
senador ou deputado
Pode queimar!!!
o braço deve ser amputado
Pode amputar!!
pode?
Pode queimar!!!
Pode Queimar
Político rouba, dono de banco rouba
empresário rouba e pra pobre só sobra
agência 24 horas ou mercado pequeno
ônibus lotado de trabalhador em pleno
dia de pagamento
só tem salário e dinheiro pro apartamento
é vacilo mas é o que dá pra fazer no momento
quando tiver vaga em brasília eu peço um aumento
eu tê sedento mas
nego não larga o osso nem no fundo do poço
ACM Neto é pior que carne de pescoço
no ramo do roubo só sai de lá presunto
Brasília se renova porisso que eu pergunto se...
Pode queimar?
se é político safado
Pode queimar!!!
senador ou deputado
Pode queimar!!!
o braço deve ser amputado
Pode amputar!!
pode?
Pode queimar!!!
De que vale tabalhar até 60 anos
ficar na fila do INSS já sem planos
sem poder praticar crime com renúncia do cargo
não sendo preso, caçado ou sofrendo algum embargo
que nem Bispo Rodrigues
que nem Waldemar da Costa Neto, mas preferiram ficar quieto
eu quero imunidade porque a unidade
de Bangu 1 tem mais polícia que a minha idade
fora os que tão fora do presídio e são concorrente
e ganham porque tem arma, algema e corrente
cheque em branco assinado em moeda corrente
do dono do restaurante que ele estaciona em frente
Pode queimar!!!
se é político safado
Pode queimar!!!
senador ou deputado
Pode queimar!!!
o braço deve ser amputado
Pode amputar!!
pode?
Pode queimar!!!
Pega o álcool líquido o fósforo e o isqueiro
deixa ele de terno e dá na cara 1º
pega o carvão e a picanha
a gente aproveita a brasa e queima a carne depois de queimar as piranha
peixe na brasa faz bem tem tem ômega 6
cês pegam o ômega, cada um tem seis
pega o pão velho, acende o fogo
faz ele contar tudo que fez, deixa ele abrir o jogo
finge que vai liberar deixa ele gritar até confessar
o que não fez ou até ficar
chorando igual criança oferecendo propina
pra tu liberar ele ou matar de carabina
Pode queimar!!!
se é político safado
Pode queimar!!!
senador ou deputado
Pode queimar!!!
o braço deve ser amputado
Pode amputar!!
pode?
Pode queimar!!!
EXPOSIÇÃO
DO CORPO DA HISTÓRIA - jonilson montalvão
O Brasil é um corpo. Um corpo destroçado, fragmentando e situado onde não sabe, não quer saber e a isso tudo dá se o nome de América Latina. O corpo estende e desprende-se de qualquer figuração enredada: destoa.
Não conhecemos esse corpo. Somos estranhos com um vivente à margem do querer. O corpo pede reconhecimento; pede carinho e toques sutis com a mão. Pede as rememorações de lembranças de lutas e histórias vividas e criadas. Pede atenção e urgência nas ações.
O corpo é misto e repleto de circunstâncias místicas; o corpo pede que as habilidades e enredos dos que passaram não sejam deteriorados, mas sim assimilados. Sem resquícios de crueldade, como foram tratados os de outrora. Os primórdios da vida do corpo são signos de extrema catálises.
Os obstáculos, inúmeros, são os caminhos que as células abriram e jogaram ao vento. Os deuses da Natureza sopram afora os mimetismos que agora cabem as novas camadas receberem.
Brasil. Nação sem restrição; resquício de qualquer ordem anormal. Um ser paralítico amofinado à esmo num continente inventado. Resta sabermos se praticamos essas invenções ou somos apenas forjados pela história.
Não conhecemos esse corpo. Somos estranhos com um vivente à margem do querer. O corpo pede reconhecimento; pede carinho e toques sutis com a mão. Pede as rememorações de lembranças de lutas e histórias vividas e criadas. Pede atenção e urgência nas ações.
O corpo é misto e repleto de circunstâncias místicas; o corpo pede que as habilidades e enredos dos que passaram não sejam deteriorados, mas sim assimilados. Sem resquícios de crueldade, como foram tratados os de outrora. Os primórdios da vida do corpo são signos de extrema catálises.
Os obstáculos, inúmeros, são os caminhos que as células abriram e jogaram ao vento. Os deuses da Natureza sopram afora os mimetismos que agora cabem as novas camadas receberem.
Brasil. Nação sem restrição; resquício de qualquer ordem anormal. Um ser paralítico amofinado à esmo num continente inventado. Resta sabermos se praticamos essas invenções ou somos apenas forjados pela história.
mão na massa!!!!
Gostaria de colocar uma foto, mas infelizmente não consegui! Admito! rsrs
Como colaboradora do site me senti na liberdade narcisista de também colocar uma foto minha, e mostrar a colabora para que a coisa aconteça!
Que coisa? O Lunetim Mágico. Nosso projeto com colaboração do Tendal da Lapa!
Como realizadora sinto a necessidade de me sentir reconhecida, mesmo que isto seja feito por mim mesma, publicamente!
Michele
Como colaboradora do site me senti na liberdade narcisista de também colocar uma foto minha, e mostrar a colabora para que a coisa aconteça!
Que coisa? O Lunetim Mágico. Nosso projeto com colaboração do Tendal da Lapa!
Como realizadora sinto a necessidade de me sentir reconhecida, mesmo que isto seja feito por mim mesma, publicamente!
Michele
NUANCES DE UMA TARDE - jonilson montalvão
Num dia de calor que não deveria. Lavo a louça como brincando com água e realmente brinco. A xingu num canto da pia sendo apreciada aos poucos. João Bosco dando o tom do início da tarde e minhas plantas recebendo a luz solar pela entrada da janela. Tudo num dia calmo e não diferente de tudo mas, assim mesmo, se distanciando das coisas que são cotidianas. O fogão esperando uma água com sabão já há algum tempo; hoje ele não escapa, penso e corro pro copo apreciando a espuma escura que se fez. A delícia da vida é um pormenor irreparável. Pois a vida não é, ela se faz e a gente a faz tal qual uma linha que segue sem direção para qualquer lugar; e um lugar indefinido é já um parâmetro que pensamos em outro instante. Sem dizer muito e sem pensar muito trilhamos incondicionalmente para as derivas da razão. Dinamizar as relações e permear com novos sabores os mais novos amigos. Um olhar pela janela do apartamento é um descobrir de mundos tão distantes e tão próximos. Tudo que nos diz basta para realçarmos a memória e seguirmos em qualquer caminho; rastrear a sabedoria popular é a vida. Um sutil olhar e um outro universo se abre diante dos nossos preconceitos e a vontade de fotografar tudo e imensurável. Mas contenho o ímpeto imediato e aproveito para balançar numa rede improvisada num canto da sala. O menor é louvado sem ranços e sem cortes passados da memória que imperscrutável segue num ritmo alucinante por viés turvos. A música faz a trilha da tarde sem romper com outros aspectos da preguiça e é tão bom isso que deixo-me cair sem muito esforço e continuo apreciando o vento que atravessa os prédios e me chega sem cobrança e sem perguntas. A cidade está lá e a névoa que não é natural a encobre sem sutilezas, mas olhando bem, e mais uma olhada, consigo, ainda, ver uma certa beleza nesses concretos, ou como disse um amigo “paisagem morta”, rio disso agora que deixei as interpretações fora do jogo. É tudo nuance mesmo, desde projeções até divagações. Tudo não passa de nuances.
o tempo que passa - jonilson montalvão (texto e foto)
CINECLUBE - jonilson montalvão
Iniciar um projeto tem lá suas dificuldades, ainda mais quando esse projeto é desenvolvido totalmente sem recursos e por mais que tudo corra como planejado, ainda assim, lá no íntimo fica um sentimento de que algo poderia ser melhor trabalhado. Talvez seja esse perfeccionismo que, mesmo inconsciente, todos almejam.
É assim mesmo, penso agora, depois da nossa primeira projeção como Cineclube Lunetim Mágico; porque antes já havíamos tentando um projeto semelhante no CEU Curuçá, mas com outro nome para o cineclube: na época Bolo D’água.
Sempre há, lógico, alguns probleminhas, mas nada que desabone nosso processo de trabalho; mas ali no fundo esperamos sempre mais e, claro, isso também pode ser bom.
Hoje, mais que nunca, o audiovisual está na ponta da discussão; ele é a grande vedete de vários projetos; se bom ou ruim, isso já é um outro departamento.
Existem cineclubes para todos os gostos. Ótimo que seja assim. Nas periferias mesmo, lugar de difícil acesso à tudo, há uma grande profusão de cineclubes, e cada um à sua maneira, mas todos primando pelo cinema de combate, de alerta, de transmissão de conteúdo que ali, naquele local, seja útil para os seus públicos e com isso venha a desenvolver um senso mais crítico naqueles freqüentadores.
Nosso projeto de cineclube leva o nome de Lunetim Mágico, que nada mais é que uma caixa preta que representa o primórdio do cinema e a nossa proposta como cineclubistas é a fomentação de um centro agregador onde o curta e o média metragem independentes possam ser vistos, deglutidos e degustados, comentados, apreciados...
Tudo isso ocorreu nesse nosso primeiro encontro no Tendal: um domingo repleto de sol, com jogo da seleção competindo com o nosso horário, - sem bem que aqui o público pode até ser outro - findando o feriadão da independência ou morte. O público foi de amigos, mas e daí?, se não os amigos a nos apoiarem, quem mais?
A proposta que tínhamos para essa primeira projeção foi concluída, com sucesso?, podemos dizer que sim. Em outubro continuaremos com as projeções, desta vez tentaremos levar o diretor dos curtas para uma melhor aproximação com o público e, quem sabe, assim desfazermos esse muro que há entre realizador e público, pois um não sobrevive sem o outro; pelo menos é assim para quem gosta de filmes.
Só temos que agradecer o apoio do Coordenador do Tendal da Lapa, Marcos, pelo apoio e a confiança deposita no nosso grupo. Nosso trabalho agora continua nos bastidores e assim vamos dando nossa pequena colaboração para a difusão desses projetos.
É assim mesmo, penso agora, depois da nossa primeira projeção como Cineclube Lunetim Mágico; porque antes já havíamos tentando um projeto semelhante no CEU Curuçá, mas com outro nome para o cineclube: na época Bolo D’água.
Sempre há, lógico, alguns probleminhas, mas nada que desabone nosso processo de trabalho; mas ali no fundo esperamos sempre mais e, claro, isso também pode ser bom.
Hoje, mais que nunca, o audiovisual está na ponta da discussão; ele é a grande vedete de vários projetos; se bom ou ruim, isso já é um outro departamento.
Existem cineclubes para todos os gostos. Ótimo que seja assim. Nas periferias mesmo, lugar de difícil acesso à tudo, há uma grande profusão de cineclubes, e cada um à sua maneira, mas todos primando pelo cinema de combate, de alerta, de transmissão de conteúdo que ali, naquele local, seja útil para os seus públicos e com isso venha a desenvolver um senso mais crítico naqueles freqüentadores.
Nosso projeto de cineclube leva o nome de Lunetim Mágico, que nada mais é que uma caixa preta que representa o primórdio do cinema e a nossa proposta como cineclubistas é a fomentação de um centro agregador onde o curta e o média metragem independentes possam ser vistos, deglutidos e degustados, comentados, apreciados...
Tudo isso ocorreu nesse nosso primeiro encontro no Tendal: um domingo repleto de sol, com jogo da seleção competindo com o nosso horário, - sem bem que aqui o público pode até ser outro - findando o feriadão da independência ou morte. O público foi de amigos, mas e daí?, se não os amigos a nos apoiarem, quem mais?
A proposta que tínhamos para essa primeira projeção foi concluída, com sucesso?, podemos dizer que sim. Em outubro continuaremos com as projeções, desta vez tentaremos levar o diretor dos curtas para uma melhor aproximação com o público e, quem sabe, assim desfazermos esse muro que há entre realizador e público, pois um não sobrevive sem o outro; pelo menos é assim para quem gosta de filmes.
Só temos que agradecer o apoio do Coordenador do Tendal da Lapa, Marcos, pelo apoio e a confiança deposita no nosso grupo. Nosso trabalho agora continua nos bastidores e assim vamos dando nossa pequena colaboração para a difusão desses projetos.
Dimensões... - jonilson montalvão
É realmente um desafio à maneira dos ritos de passagens;
pensando isso sorrio de presteza beirando uma miséria imaterial.
Salto para uma temporada no inferno rimbaudiano e, translúcido, brinco de boneco de espantalho espantando o vento.
Soluços, afins e destemidos envelhecimentos da alma;
estou assim nesses dias quentes: beirando a catástrofe num limiar dramático com enredo saturado.
Dimensões...
O fim do mundo como o fim do dia é um alusivo determinante para as concisões mais atraentes dos povos. Determinismo abstrato da vida; saturações do cotidiano; algo como que dizendo para a gente extravasar a memória.
Fulgência irrestrita que quase é determinante nas propostas das convivências.
Dizeres que condizem com os pensamentos: tolos...
porém são dizeres. E aí já são...graves...
mas nem tudo que pasma é a querela da prudência.
A rasura das verdades é tão conflitante que ardem nos ouvidos e isso também é salutar, assim como tudo de desenredo, tudo de desconcerto...
pensando isso sorrio de presteza beirando uma miséria imaterial.
Salto para uma temporada no inferno rimbaudiano e, translúcido, brinco de boneco de espantalho espantando o vento.
Soluços, afins e destemidos envelhecimentos da alma;
estou assim nesses dias quentes: beirando a catástrofe num limiar dramático com enredo saturado.
Dimensões...
O fim do mundo como o fim do dia é um alusivo determinante para as concisões mais atraentes dos povos. Determinismo abstrato da vida; saturações do cotidiano; algo como que dizendo para a gente extravasar a memória.
Fulgência irrestrita que quase é determinante nas propostas das convivências.
Dizeres que condizem com os pensamentos: tolos...
porém são dizeres. E aí já são...graves...
mas nem tudo que pasma é a querela da prudência.
A rasura das verdades é tão conflitante que ardem nos ouvidos e isso também é salutar, assim como tudo de desenredo, tudo de desconcerto...
falta de imaginação - jonilson montalvão
Nesses dias de falta de esboço, de falta de imaginação,
retiro-me para dentro de um labirinto e tento me achar.
Como se isso fosse realmente possível. C
omo se isso fosse um ato racional; talvez, talvez sim,
mas num período de conturbação nada é razão. Nada pode ser razão, pelo menos para mim não é.
Sentir é dividir-se em abstracionismos da mente.
Contudo, ainda, fico imaginando tais sentimentos. O corpo remonta a incapacidade da percepção.
O corpo desfaz-se em nódulos e a sensação de incapacidade é tanta que apenas resta as lágrimas escorrendo.
Não há motivos para absolutamente nada.
Apenas os atos orgânicos. Apenas isso.
retiro-me para dentro de um labirinto e tento me achar.
Como se isso fosse realmente possível. C
omo se isso fosse um ato racional; talvez, talvez sim,
mas num período de conturbação nada é razão. Nada pode ser razão, pelo menos para mim não é.
Sentir é dividir-se em abstracionismos da mente.
Contudo, ainda, fico imaginando tais sentimentos. O corpo remonta a incapacidade da percepção.
O corpo desfaz-se em nódulos e a sensação de incapacidade é tanta que apenas resta as lágrimas escorrendo.
Não há motivos para absolutamente nada.
Apenas os atos orgânicos. Apenas isso.
LUNETIM MÁGICO - cineclube
Reiniciamos nossas atividades do Cineclube.
Iniciamos o projeto utilizando o espaço do CEU Curuçá, e agora na nova fase, realizaremos no TENDAL DA LAPA, lugar de movimentação cultural e integração de linguagens artísticas.
Lembrando que as atividades acontecerão todo 2° domingo do mês, às 18hs.
Nossa intenção é exibir filmes de curta-metragem, independentes. Quem quiser participar ou souber de alguém que tenha interesse, basta entrar em contato.
A presença de todos é muito importante para sucesso desta fase do projeto e realização de debates no final das exibições.
ONDE: TENDAL DA LAPA - RUA CONSTANÇA, 72
(PRÓXIMO A ESTAÇÃO CIÊNCIA - TERM. DA LAPA)
MAIS INFORMAÇÕES 6839-2147
EVENTO GRATUITO
Iniciamos o projeto utilizando o espaço do CEU Curuçá, e agora na nova fase, realizaremos no TENDAL DA LAPA, lugar de movimentação cultural e integração de linguagens artísticas.
Lembrando que as atividades acontecerão todo 2° domingo do mês, às 18hs.
Nossa intenção é exibir filmes de curta-metragem, independentes. Quem quiser participar ou souber de alguém que tenha interesse, basta entrar em contato.
A presença de todos é muito importante para sucesso desta fase do projeto e realização de debates no final das exibições.
ONDE: TENDAL DA LAPA - RUA CONSTANÇA, 72
(PRÓXIMO A ESTAÇÃO CIÊNCIA - TERM. DA LAPA)
MAIS INFORMAÇÕES 6839-2147
EVENTO GRATUITO
A história do mundo é uma prostituta - jonilson montalvão
A história do mundo é uma prostituta,
Sim, é uma puta ofegante. Daquelas que dão sem desvio de conduta perante a moral dos bons costumes cristãos.
Somos todos assim não é mesmo?
Somos todos filhos desta prostituta dentro do puteiro, que faz as vezes da casa e do lardocelar. Quem não é uma puta vai ser um dia.
Quem não foi prostituído, será um dia com certeza.
Como fizeram àqueles outros todos. Manter-nos à deriva não funcionará, nada deterá a inversão dos bons sentidos. Ora um,ora outro, sempre somos, todos, quases...apenas o destino conduzirá a nação rumo ao tão esperado dia.
Volta!! Volta!! Todos esperam.
Até a mais perdida da prostituta foi condecorada. Quem não é?, risível mundinho enfadonho. Somos todos...filhodaputa. distantes e distraídos, assim, caminha a história do ser. Este mesmo. Ser. Obstruído. Aniquilado e aniquilador.
Soterrado. Distribuído em doses, soturno. Uma vagaba, como diz uma música. Vendidos. Quem não...!! Repare bem e sentirá, repare bem...virá um desespero tão inerte, tão mesquinho, daqueles que doem na alma. Daqueles que doem tanto que a morte seria mais do que bem vinda. Pois é, depois de uma história geográfica usurpada, fraudada, também há outras histórias; essas menos castigadas mas, mesmo assim, pouco usual, pouco falada...
e assim vamos sorrindo e nos prostituindo à mercê da razão e da dinâmica estridente que é a própria conexão das idéias.
Sim, é uma puta ofegante. Daquelas que dão sem desvio de conduta perante a moral dos bons costumes cristãos.
Somos todos assim não é mesmo?
Somos todos filhos desta prostituta dentro do puteiro, que faz as vezes da casa e do lardocelar. Quem não é uma puta vai ser um dia.
Quem não foi prostituído, será um dia com certeza.
Como fizeram àqueles outros todos. Manter-nos à deriva não funcionará, nada deterá a inversão dos bons sentidos. Ora um,ora outro, sempre somos, todos, quases...apenas o destino conduzirá a nação rumo ao tão esperado dia.
Volta!! Volta!! Todos esperam.
Até a mais perdida da prostituta foi condecorada. Quem não é?, risível mundinho enfadonho. Somos todos...filhodaputa. distantes e distraídos, assim, caminha a história do ser. Este mesmo. Ser. Obstruído. Aniquilado e aniquilador.
Soterrado. Distribuído em doses, soturno. Uma vagaba, como diz uma música. Vendidos. Quem não...!! Repare bem e sentirá, repare bem...virá um desespero tão inerte, tão mesquinho, daqueles que doem na alma. Daqueles que doem tanto que a morte seria mais do que bem vinda. Pois é, depois de uma história geográfica usurpada, fraudada, também há outras histórias; essas menos castigadas mas, mesmo assim, pouco usual, pouco falada...
e assim vamos sorrindo e nos prostituindo à mercê da razão e da dinâmica estridente que é a própria conexão das idéias.
Grupo de Teatro “Gotas de Orvalho”
Nós estamos lhe convidando para assistir nossa mostra teatral,
no dia 01 de setembro de 2007.
Eu só consigo dizer “eu te amo”.
Este é o tema que iremos abordar durante quarenta minutos.
LOCAL: Casa de Cultura do Itaim Paulista.
RUA:Barão de Alagoas,340 ITAIM PAULISTA.
HORARIO: 19:30.
no dia 01 de setembro de 2007.
Eu só consigo dizer “eu te amo”.
Este é o tema que iremos abordar durante quarenta minutos.
LOCAL: Casa de Cultura do Itaim Paulista.
RUA:Barão de Alagoas,340 ITAIM PAULISTA.
HORARIO: 19:30.
CINECLUBE LUNETIM MÁGICO
CINECLUBE LUNETIM MÁGICO
Iniciamos nossas atividades em 2005, com projeção de filmes, utilizando o espaço do CEU Curuçá, na Zona Leste. Passado um tempo sem atividades voltamos com o Projeto Lunetim Mágico e estamos nos encontrando no Tendal da Lapa, todo segundo Domingo de cada mês para estabelecer um pólo onde se possa debater temas do meio audiovisual, dos chamados pequenos projetos independentes.
Nossa preocupação maior é a de divulgar produções próprias e desses diretores, principalmente de curtas e médias-metragens, nossa intenção é tornar público e mais acessível os diversos pontos de vista sobre esse cinema, assim como fomentar discussões sobre o assunto, divulgar novas linguagens e atrair a atenção das pessoas para esta arte.
Programação 09/09
- Regência de Uma Cultura Popular – Documentário – 2004 – 21 minutos
O documentário aborda a questão da Cultura Popular no Brasil a partir de um seminário realizado na Galeria Olido, em São Paulo. Registrando algumas facetas como o jongo, repente, hip-hop e literatura acontecendo em pleno centro da cidade.
- A Tornallom – Documentário – 45 minutos
O documentário A TORNALLOM (mutirão, em valenciano) conta a história de resistência de uma comunidade rural nos arredores de uma grande cidade da Espanha, Valência. Na luta contra a especulação imobiliária, que quer expulsá-los da terra cultivada há séculos por seus antepassados. Os moradores de La Punta buscam a solidariedade do “movimento okupa”.
- Outros Curtas...
ONDE:TENDAL DA LAPA - RUA CONSTANÇA, 72MAIS INFORMAÇÕES 6839-2147pedrapequena@ig.com.brEVENTO GRATUITO
ONDE:TENDAL DA LAPA - RUA CONSTANÇA, 72MAIS INFORMAÇÕES 6839-2147pedrapequena@ig.com.brEVENTO GRATUITO
pomadas - jonilson montalvão
Toda vez ele sentia uma dor no joelho. Sua mulher sempre o avisará: amor, procura um médico. Ele, todo sábio: que médico que nada, passo uma pomadinha aqui e tá bom demais.
Mas naquele dia ele não agüentou de tanta dor, mas era uma dor danada mesmo, aí ele chamou a mulher e disse: amor, tá doendo demais, não agüento...me leva a qualquer lugar, passa qualquer coisa aqui, não agüento essa dor...
A mulher, toda carinhosa, mesmo em situações tão difíceis assim, mesmo ela sabendo que já o avisara, e olha que foram muitos avisos, mas mesmo assim ela o ajudou. Foi até a cozinha, fez um preparo que sua avó a tinha ensinado. Sua avó era índia e sabia muitas coisas. Sua mulher trouxe o preparo e passou no joelho dele. Ele todo preocupado com aquela massa gosmenta, foi logo perguntando: amor, o que é isso? Ela, toda dedicada: uma coisa que os antigos faziam. Ele soltou uma risadinha cínica e nada disse, apenas esticou a perna para ela poder passar a solução.
Passado uns cinco minutos, a dor começou a sumir. Ele não acreditou. Aquela dor tão aguda estava desaparecendo, assim, sem demoras, um resultado melhor do que aquelas pomadas todas que ele guardava na prateleira. Ele chamou a mulher mostrou o joelho e disse com uma certa ironia: amor, olha só, sem dor nenhuma, parece mágica. A mulher, toda solícita: mas é mágica mesmo amor, coisas dos velhos índios sábios. Ele riu um sorriso sem expressão, pois não acreditava em nada. Ainda agradeceu a mulher pela "pomada" misteriosa que ele achava que ela não queria lhe dizer o nome e foi deitar. Na cama ela fez um carinho no seu joelho e perguntou: você não acredita mesmo né?; ele sorriu aquele sorriso já conhecido e falou perguntando: acredita em quê?, ela, toda paciente: você não acredita que esse preparado que eu passei no seu joelho foi minha avó que me ensinou?, ele, fingindo ser sério: mas isso é sério mesmo amor, não era pomada? Ela, calma como sempre: não, não era, não estou te falando. Ele ainda retrucou: porque motivo então você nunca preparou isso?, ela: simples, você nunca me deixou cuidar de você, eu te falava para procurar um médico, que você acha que é um cientista e você nada, imagina então essas coisas que você chama de feitiços; o que você iria pensar? Ele, todo sentido: poxa amor, mas também não precisa ser tão pragmática assim, você poderia ter insistido um pouco mais né? Ela sorrindo: tá bom, vamos dormir.
Mas naquele dia ele não agüentou de tanta dor, mas era uma dor danada mesmo, aí ele chamou a mulher e disse: amor, tá doendo demais, não agüento...me leva a qualquer lugar, passa qualquer coisa aqui, não agüento essa dor...
A mulher, toda carinhosa, mesmo em situações tão difíceis assim, mesmo ela sabendo que já o avisara, e olha que foram muitos avisos, mas mesmo assim ela o ajudou. Foi até a cozinha, fez um preparo que sua avó a tinha ensinado. Sua avó era índia e sabia muitas coisas. Sua mulher trouxe o preparo e passou no joelho dele. Ele todo preocupado com aquela massa gosmenta, foi logo perguntando: amor, o que é isso? Ela, toda dedicada: uma coisa que os antigos faziam. Ele soltou uma risadinha cínica e nada disse, apenas esticou a perna para ela poder passar a solução.
Passado uns cinco minutos, a dor começou a sumir. Ele não acreditou. Aquela dor tão aguda estava desaparecendo, assim, sem demoras, um resultado melhor do que aquelas pomadas todas que ele guardava na prateleira. Ele chamou a mulher mostrou o joelho e disse com uma certa ironia: amor, olha só, sem dor nenhuma, parece mágica. A mulher, toda solícita: mas é mágica mesmo amor, coisas dos velhos índios sábios. Ele riu um sorriso sem expressão, pois não acreditava em nada. Ainda agradeceu a mulher pela "pomada" misteriosa que ele achava que ela não queria lhe dizer o nome e foi deitar. Na cama ela fez um carinho no seu joelho e perguntou: você não acredita mesmo né?; ele sorriu aquele sorriso já conhecido e falou perguntando: acredita em quê?, ela, toda paciente: você não acredita que esse preparado que eu passei no seu joelho foi minha avó que me ensinou?, ele, fingindo ser sério: mas isso é sério mesmo amor, não era pomada? Ela, calma como sempre: não, não era, não estou te falando. Ele ainda retrucou: porque motivo então você nunca preparou isso?, ela: simples, você nunca me deixou cuidar de você, eu te falava para procurar um médico, que você acha que é um cientista e você nada, imagina então essas coisas que você chama de feitiços; o que você iria pensar? Ele, todo sentido: poxa amor, mas também não precisa ser tão pragmática assim, você poderia ter insistido um pouco mais né? Ela sorrindo: tá bom, vamos dormir.
LOUCURA ALTERNATIVA APRESENTA POEMAS DE BERTOLT BRECHT
LOUCURA ALTERNATIVA APRESENTA:POEMAS DE BERTOLT BRECHT
O ESPETÁCULO CONTA COM A ADAPTAÇÃO Á PARTIR DA INTERPRETAÇÃO FEITA PELOS ATORES DOS POEMAS DE BRECHT, IMPORTANTE DRAMARTURGO ALEMÃO QUE IDEALIZOU O TEATRO ÉPICO, QUE TRAZ REFLEXÕES SOBRE TEMAS SOCIAIS (EXPLORAÇÃO, MÍDIA, PENSAMENTO, DESIGUALDADE SOCIAL, ETC...). SÃO ELES:
*POR QUE DEVERIA MEU NOME SER LEMBRADO?
*A DIFICULDADE DE GOVERNAR;
*O PÃO DO POVO;
*A CRUZ DE GIZ;
*SE OS TUBARÕES FOSSEM HOMENS!
*A INFANTICIDA MARIE FARRAR.
MARCELO PRADO, ANDERSON ALMEIDA (BLACK), JOHNNY JOHN, ERICSON WILLIAM. LUCIANO KLEBER, RAFAEL ARAÚJO. DANIEL MARQUES. SAMARA OLIVEIRA, BRUNO MORELATTO, NATHALIA PINHEIRO, JÔ SPINELI, SHIRLEY SANTOS, HELOÍSA HOLANDA TIBÉRIO.
O ESPETÁCULO CONTA COM A ADAPTAÇÃO Á PARTIR DA INTERPRETAÇÃO FEITA PELOS ATORES DOS POEMAS DE BRECHT, IMPORTANTE DRAMARTURGO ALEMÃO QUE IDEALIZOU O TEATRO ÉPICO, QUE TRAZ REFLEXÕES SOBRE TEMAS SOCIAIS (EXPLORAÇÃO, MÍDIA, PENSAMENTO, DESIGUALDADE SOCIAL, ETC...). SÃO ELES:
*POR QUE DEVERIA MEU NOME SER LEMBRADO?
*A DIFICULDADE DE GOVERNAR;
*O PÃO DO POVO;
*A CRUZ DE GIZ;
*SE OS TUBARÕES FOSSEM HOMENS!
*A INFANTICIDA MARIE FARRAR.
ELENCO:
MARCELO PRADO, ANDERSON ALMEIDA (BLACK), JOHNNY JOHN, ERICSON WILLIAM. LUCIANO KLEBER, RAFAEL ARAÚJO. DANIEL MARQUES. SAMARA OLIVEIRA, BRUNO MORELATTO, NATHALIA PINHEIRO, JÔ SPINELI, SHIRLEY SANTOS, HELOÍSA HOLANDA TIBÉRIO.
ESPAÇO SATYROS III PANTANAL
RUA VISTOSA DE MADRE DE DEUS -40B (JD.NOÊMIA-ITAIM PAULISTA)
PRÓXIMO A DELEGACIA 59º
APRESENTAÇÕES DIAS:05,12e19/AGOSTOHORÁRIO:19:30
PREÇO: GRATUiTO
um olhar perdido – jonilson montalvão
um olhar perdido
num vaivém
desobstruindo passagens sorrateiras
perspicácia da
imaginação ao absoluto
desfazem minha
concentração e
abstrato
conduz meu ser
ao mágico infinito
do momento vivido relegando
meu pequeno ser
ao desconexo
da imensidão
sou tão intenso
que me desdigo
ilogicamente ao teu contato
ao teu fluxo me entrego
abandono meus fatos
deslizo vagarosamente sobre
um sonho imenso
intenso
ardoroso e escancarado
num vaivém
desobstruindo passagens sorrateiras
perspicácia da
imaginação ao absoluto
desfazem minha
concentração e
abstrato
conduz meu ser
ao mágico infinito
do momento vivido relegando
meu pequeno ser
ao desconexo
da imensidão
sou tão intenso
que me desdigo
ilogicamente ao teu contato
ao teu fluxo me entrego
abandono meus fatos
deslizo vagarosamente sobre
um sonho imenso
intenso
ardoroso e escancarado
Oficinas Literárias Gratuitas
Estão abertas as inscrições para os cursos de agosto e setembro na Biblioteca Alceu Amoroso Lima.
São 8 cursos que abordam a escrita em suas diversas modalidades: poesia, teatro, conto, música, dança.
Não há pré-requisito necessário ou qualquer custo envolvido em nenhuma das atividades, a não ser, é claro, disposição e vontade de aprender.
Nós da Casa das Rosas temos o prazer de divulgar esses cursos para o nosso público, para que continuem em contato com o que se produz de bom na literatura e poesia enquanto a Casa é restaurada para melhor assisti-los. Por falar nisso... boas novas: nosso elevador já está sendo construído, a catalogação do acervo Haroldo de Campos está em andamento e a reforma elétrica foi concluída.
Em breve a Casa retornará as atividades normais.
Biblioteca Alceu Amoroso Lima
Agosto/Setembro 2007
CURSOS:
"ESCREVIVENDO INTERTEXTUALIDADE"
Por Karen Kipnis e Gilson Charles dos Santos
Segundas-feiras 6, 13, 20, 27/8 e 3, 10, 17, 24 Mezanino 19 às 22h Vagas: 30 Grátis
"ESCREVIVENDO SERES IMAGINÁRIOS"
Por Karen Kipnis e Gilson Charles dos Santos
Sábados 4, 11, 18 e 25/8 e 1, 15, 22 e 29/9 Mezanino 10 às 13h Vagas: 30 Grátis
A proposta das oficinas é incentivar jovens e adultos a produzirem textos e a refletirem sobre sua maneira de escrever. Neste sentido, as oficinas desmistificarão o ato da escrita, transformando-a num processo centrado na reflexão sobre o assunto, sobre a forma textual adotada, sobre o papel do leitor e sobre o encadeamento das idéias. Aprendendo a escrever melhor e a ler mais atentamente, é reforçada nos participantes a sua cidadania e sua auto-estima, permitindo que atuem mais ativamente na sociedade.
"CENTRO DE DRAMATURGIA CONTEMPORÂNEA"
Por Paula Chagas
Segundas-feiras 6, 13, 20, 27/8 e 3, 10, 17, 24 Auditório 19 às 22h Vagas: 30 Grátis
O Centro de dramaturgia contemporânea tem como meta principal o estudo e odesenvolvimento de textos dramatúrgicos. Para isso foca seus esforços em aulas teóricas e na prática da dramaturgia por seus alunos. A prática serádesenvolvida através de exercícios realizados a partir de cenas teatraisdesenvolvidas pelos alunos, que poderão ser levadas à cena nas dependências da Casa das Rosas. Isso se dará através da participação de atores convidadosespecialmente para o trabalho com as cenas desenvolvidas pelos alunos doCentro. É importante ressaltar que a prática dramatúrgica virá como conseqüência do trabalho teórico desenvolvido em sala de aula, através deaulas ministradas pela dramaturga e jornalista Paula Chagas.
"POESIA LÍRICA MODERNA"
Por Roberto Alves
Terças-feiras 7, 14, 21 e 28/8 e 4, 11, 18 e 25/9 Mezanino 19 às 21h Vagas: 30 Grátis
Curso sobre as fontes básicas da lírica moderna. Inicia-se com o contexto europeu do Romantismo e na obra de poetas franceses da segunda metade do século XIX (em especial, As flores do mal de Baudelaire e Um lance de dados de Mallarmé). Em seguida abordam-se as vanguardas artísticas do início do século XX (Futurismo, Dadaísmo, Surrealismo etc.) e seu impacto sobre a literatura do mundo ocidental. Finalmente chega-se à obra dos poetas que levaram ao auge a experiência lírica em língua portuguesa ao longo do século passado (Fernando Pessoa e seus heterônimos, os modernistas brasileiros Mário e Oswald de Andrade, Bandeira, Drummond, Cabral, entre outros).
"Dança e poesia: por quE não?
Por Andreia Yonashiro e Renata Fernandes
Terças-feiras 7, 14, 21 e 28/8 e 4, 11, 18 e 25/9 Auditório 19 às 21h Vagas: 20 Grátis
Não é simplesmente dançar logo depois de ter lido uma poesia ou vice versa! O que esta oficina propõe é um primeiro contato das pessoas com a materialidade de duas linguagens, dança e poesia, percebendo suas semelhanças quando cada uma revela uma força poética. É no ato de sentir a temperatura do barro que o artista dá forma. No nosso caso, o barro dá lugar ao movimento e a palavra e, assim, nos aproximamos da palavra através da sonoridade, da rima, do ritmo entre outros, e do movimento através do tempo, espaço, corpo, fluência e peso a partir do sistema organizado por Laban que inaugura a dança como "Arte do Movimento".
"VANGUARDAS NA MPB - DA BOSSA À TROPICÁLIA"
Por André Domingues
Quintas-feiras 2, 9, 16, 23 e 30/8 e 13, 20 e 27/9 Auditório 19 às 21h Vagas: 50 Grátis
Em que medida a música popular pode ser esteticamente inovadora? Tal questão será o tema de discussão deste curso, que fará uma abordagem histórica e crítica da experimentação poético-musical na MPB dos anos 50, 60 e 70. Autores fundamentais do período, como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil, serão postos em debate, revelando suas delícias e suas contradições.
"POESIA: LEITURA, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO ."
Por Marcelo Tápia
Sábados 4, 11, 18 e 25/8 e 1, 15, 22 e 29/9 Auditório 10 às 13h Vagas: 30 Grátis
O curso tem por objetivo fornecer, em sua parte teórica, fundamentos para leitura, análise e interpretação de poemas. Em sua parte prática, serão apresentados e discutidos poemas de autores brasileiros e estrangeiros, bem como dos próprios alunos. A tradução de poesia será abordada em seu aspecto crítico e interpretativo diante do original.
"RASCUNHOS POÉTICOS - GRUPO DE CRIAÇÃO POÉTICA"
Orientadores: Carlos Savasini e Osvaldo Pastorelli
Sábados, 4, 11, 18 e 25/8 e 1, 15, 22 e 29/9 Mezanino 14 às 17h Vagas: 30 Grátis
Este grupo procura trazer para cada encontro elementos que sirvam de base para discussão e, a partir da interpretação de cada um, sejam extraídos poemas individuais. Os elementos podem ser poemas, notícias, contos, crônicas, imagens, música, reflexões, etc. Ao final das criações, os resultados serão lidos e o elemento seguinte será lançado para mais criação e leituras. Ao final do módulo será organizado um recital com os presentes do grupo e os poemas criados.
"TEXTOS EM MOVIMENTO: TEATRO"
Por Ana Roxo
Sábados 4, 11, 18 e 25/8 e 1, 15, 22 e 29/9 Auditório 14 às 17h Vagas: 20 Grátis
Com enfoque voltado para o corpo e a fala, a oficina pretende desenvolver a leitura em duas facetas básicas, ambas chamadas "interpretação". Dar consciência ao corpo na cena, aos ritmos, a história que se cria a cada gesto é o primeiro passo para entender o que é interpretar em teatro. Ler o texto e entendê-lo é o primeiro estágio da interpretação de um texto. A junção dos dois, em cena, em três dimensões será o segundo passo para a entender o que é um texto em movimento.
BIBLIOTECA TEMÁTICA DE POESIA – ALCEU AMOROSO LIMA
Av. Henrique Schaumann, 777 – Pinheiros
Tels: 3082-5023/ 3063-3064
http://portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/cultura/bibliotecas/bibliotecas_bairro/bibliotecas_a_l/alceu/0001
CASA DAS ROSAS – ESPAÇO HAROLDO DE CAMPOS DE POESIA E LITERATURA
Av. Paulista, 37 – Bela Vista
Tels: 3285-6986/ 3288-9447
www.casadasrosas.sp.gov.br
São 8 cursos que abordam a escrita em suas diversas modalidades: poesia, teatro, conto, música, dança.
Não há pré-requisito necessário ou qualquer custo envolvido em nenhuma das atividades, a não ser, é claro, disposição e vontade de aprender.
Nós da Casa das Rosas temos o prazer de divulgar esses cursos para o nosso público, para que continuem em contato com o que se produz de bom na literatura e poesia enquanto a Casa é restaurada para melhor assisti-los. Por falar nisso... boas novas: nosso elevador já está sendo construído, a catalogação do acervo Haroldo de Campos está em andamento e a reforma elétrica foi concluída.
Em breve a Casa retornará as atividades normais.
Biblioteca Alceu Amoroso Lima
Agosto/Setembro 2007
CURSOS:
"ESCREVIVENDO INTERTEXTUALIDADE"
Por Karen Kipnis e Gilson Charles dos Santos
Segundas-feiras 6, 13, 20, 27/8 e 3, 10, 17, 24 Mezanino 19 às 22h Vagas: 30 Grátis
"ESCREVIVENDO SERES IMAGINÁRIOS"
Por Karen Kipnis e Gilson Charles dos Santos
Sábados 4, 11, 18 e 25/8 e 1, 15, 22 e 29/9 Mezanino 10 às 13h Vagas: 30 Grátis
A proposta das oficinas é incentivar jovens e adultos a produzirem textos e a refletirem sobre sua maneira de escrever. Neste sentido, as oficinas desmistificarão o ato da escrita, transformando-a num processo centrado na reflexão sobre o assunto, sobre a forma textual adotada, sobre o papel do leitor e sobre o encadeamento das idéias. Aprendendo a escrever melhor e a ler mais atentamente, é reforçada nos participantes a sua cidadania e sua auto-estima, permitindo que atuem mais ativamente na sociedade.
"CENTRO DE DRAMATURGIA CONTEMPORÂNEA"
Por Paula Chagas
Segundas-feiras 6, 13, 20, 27/8 e 3, 10, 17, 24 Auditório 19 às 22h Vagas: 30 Grátis
O Centro de dramaturgia contemporânea tem como meta principal o estudo e odesenvolvimento de textos dramatúrgicos. Para isso foca seus esforços em aulas teóricas e na prática da dramaturgia por seus alunos. A prática serádesenvolvida através de exercícios realizados a partir de cenas teatraisdesenvolvidas pelos alunos, que poderão ser levadas à cena nas dependências da Casa das Rosas. Isso se dará através da participação de atores convidadosespecialmente para o trabalho com as cenas desenvolvidas pelos alunos doCentro. É importante ressaltar que a prática dramatúrgica virá como conseqüência do trabalho teórico desenvolvido em sala de aula, através deaulas ministradas pela dramaturga e jornalista Paula Chagas.
"POESIA LÍRICA MODERNA"
Por Roberto Alves
Terças-feiras 7, 14, 21 e 28/8 e 4, 11, 18 e 25/9 Mezanino 19 às 21h Vagas: 30 Grátis
Curso sobre as fontes básicas da lírica moderna. Inicia-se com o contexto europeu do Romantismo e na obra de poetas franceses da segunda metade do século XIX (em especial, As flores do mal de Baudelaire e Um lance de dados de Mallarmé). Em seguida abordam-se as vanguardas artísticas do início do século XX (Futurismo, Dadaísmo, Surrealismo etc.) e seu impacto sobre a literatura do mundo ocidental. Finalmente chega-se à obra dos poetas que levaram ao auge a experiência lírica em língua portuguesa ao longo do século passado (Fernando Pessoa e seus heterônimos, os modernistas brasileiros Mário e Oswald de Andrade, Bandeira, Drummond, Cabral, entre outros).
"Dança e poesia: por quE não?
Por Andreia Yonashiro e Renata Fernandes
Terças-feiras 7, 14, 21 e 28/8 e 4, 11, 18 e 25/9 Auditório 19 às 21h Vagas: 20 Grátis
Não é simplesmente dançar logo depois de ter lido uma poesia ou vice versa! O que esta oficina propõe é um primeiro contato das pessoas com a materialidade de duas linguagens, dança e poesia, percebendo suas semelhanças quando cada uma revela uma força poética. É no ato de sentir a temperatura do barro que o artista dá forma. No nosso caso, o barro dá lugar ao movimento e a palavra e, assim, nos aproximamos da palavra através da sonoridade, da rima, do ritmo entre outros, e do movimento através do tempo, espaço, corpo, fluência e peso a partir do sistema organizado por Laban que inaugura a dança como "Arte do Movimento".
"VANGUARDAS NA MPB - DA BOSSA À TROPICÁLIA"
Por André Domingues
Quintas-feiras 2, 9, 16, 23 e 30/8 e 13, 20 e 27/9 Auditório 19 às 21h Vagas: 50 Grátis
Em que medida a música popular pode ser esteticamente inovadora? Tal questão será o tema de discussão deste curso, que fará uma abordagem histórica e crítica da experimentação poético-musical na MPB dos anos 50, 60 e 70. Autores fundamentais do período, como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil, serão postos em debate, revelando suas delícias e suas contradições.
"POESIA: LEITURA, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO ."
Por Marcelo Tápia
Sábados 4, 11, 18 e 25/8 e 1, 15, 22 e 29/9 Auditório 10 às 13h Vagas: 30 Grátis
O curso tem por objetivo fornecer, em sua parte teórica, fundamentos para leitura, análise e interpretação de poemas. Em sua parte prática, serão apresentados e discutidos poemas de autores brasileiros e estrangeiros, bem como dos próprios alunos. A tradução de poesia será abordada em seu aspecto crítico e interpretativo diante do original.
"RASCUNHOS POÉTICOS - GRUPO DE CRIAÇÃO POÉTICA"
Orientadores: Carlos Savasini e Osvaldo Pastorelli
Sábados, 4, 11, 18 e 25/8 e 1, 15, 22 e 29/9 Mezanino 14 às 17h Vagas: 30 Grátis
Este grupo procura trazer para cada encontro elementos que sirvam de base para discussão e, a partir da interpretação de cada um, sejam extraídos poemas individuais. Os elementos podem ser poemas, notícias, contos, crônicas, imagens, música, reflexões, etc. Ao final das criações, os resultados serão lidos e o elemento seguinte será lançado para mais criação e leituras. Ao final do módulo será organizado um recital com os presentes do grupo e os poemas criados.
"TEXTOS EM MOVIMENTO: TEATRO"
Por Ana Roxo
Sábados 4, 11, 18 e 25/8 e 1, 15, 22 e 29/9 Auditório 14 às 17h Vagas: 20 Grátis
Com enfoque voltado para o corpo e a fala, a oficina pretende desenvolver a leitura em duas facetas básicas, ambas chamadas "interpretação". Dar consciência ao corpo na cena, aos ritmos, a história que se cria a cada gesto é o primeiro passo para entender o que é interpretar em teatro. Ler o texto e entendê-lo é o primeiro estágio da interpretação de um texto. A junção dos dois, em cena, em três dimensões será o segundo passo para a entender o que é um texto em movimento.
BIBLIOTECA TEMÁTICA DE POESIA – ALCEU AMOROSO LIMA
Av. Henrique Schaumann, 777 – Pinheiros
Tels: 3082-5023/ 3063-3064
http://portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/cultura/bibliotecas/bibliotecas_bairro/bibliotecas_a_l/alceu/0001
CASA DAS ROSAS – ESPAÇO HAROLDO DE CAMPOS DE POESIA E LITERATURA
Av. Paulista, 37 – Bela Vista
Tels: 3285-6986/ 3288-9447
www.casadasrosas.sp.gov.br
DISFARÇADO A PAISAGEM – jonilson montalvão
Clorofita. Avenca. Mimosa. Pitanga.
Uma vaso para cada uma,
um enfeite vivo que redime a paisagem cristalizada da urbanidade.
Um ser urbano fincando seus pés em solo barrento.
Um ser atraído por sons e paisagens metafóricas.
Os braços abertos,
da obra de arte, em direção ao vento.
Um caminho, dentro da pintura, que eleva ao infinito.
São tudo paisagens
da memória que retoma a
dicotomia do absurdo.
Reluz a simbologia do tempo
que condiz com a anarquia de uma transgressão do agora.
A existência do agora.
Uma camada de pensamentos sobre tudo:
amigos próximos que estão distantes
e que causam saudades absurdas.
O convívio das relações em tempo miúdos
e distintos nos fazem chorar.
Abraços partidos e corações tremidos
na esfera de uma cidade qualquer.
Destino é uma atalho para a mediocridade.
Cada pedaço de chão é um crucial tempero para a vida.
Distribuir a gosto esse tempero e mistura-lo
a outros ingredientes e fundir tudo numa alquimia
rudimentar. A cada instante requerer a saudade e
dizer tudo por qualquer meio:
meios imagéticos, meios salutares à imanência que,
perdida, volta numa música.
Dizer palavras pela telepatia aguda é
uma força que estas plantas têm,
elas possuem tanto a exemplificação do interior
que me disfarço de ondas salientes
e prossigo, aqui,
olhando por essa janela projeções da mente;
coisas simples que estão ali e precisam ser fotografadas,
coisas absurdas que olho e gravo
e que calam com um simples toque de máquina.
São tudo paisagens, repito...
São tudo memórias e lembranças
carregadas que funcionam de forma
a abstrair a distância das coisas ociosas.
Agora, há mais além das nuvens acinzentadas
que tomam níveis inconscientes
e nos remetem ao paradoxo da vida.
Só além daquilo que podemos ver está
à razão de pensar e
diluir pensamentos em órbitas esquizofrênicas
e cediças e puritanas e ficcionais...
só ali, depois da nuvem cor de bronze que agora
está ao alcance dos meus olhos,
posso realmente deter o tempo
e dizer que o mundo está dentro de minha
cabeça e tudo que eu, por acaso, pensar e requerer
também poderá virar um conto burlesco.
Uma vaso para cada uma,
um enfeite vivo que redime a paisagem cristalizada da urbanidade.
Um ser urbano fincando seus pés em solo barrento.
Um ser atraído por sons e paisagens metafóricas.
Os braços abertos,
da obra de arte, em direção ao vento.
Um caminho, dentro da pintura, que eleva ao infinito.
São tudo paisagens
da memória que retoma a
dicotomia do absurdo.
Reluz a simbologia do tempo
que condiz com a anarquia de uma transgressão do agora.
A existência do agora.
Uma camada de pensamentos sobre tudo:
amigos próximos que estão distantes
e que causam saudades absurdas.
O convívio das relações em tempo miúdos
e distintos nos fazem chorar.
Abraços partidos e corações tremidos
na esfera de uma cidade qualquer.
Destino é uma atalho para a mediocridade.
Cada pedaço de chão é um crucial tempero para a vida.
Distribuir a gosto esse tempero e mistura-lo
a outros ingredientes e fundir tudo numa alquimia
rudimentar. A cada instante requerer a saudade e
dizer tudo por qualquer meio:
meios imagéticos, meios salutares à imanência que,
perdida, volta numa música.
Dizer palavras pela telepatia aguda é
uma força que estas plantas têm,
elas possuem tanto a exemplificação do interior
que me disfarço de ondas salientes
e prossigo, aqui,
olhando por essa janela projeções da mente;
coisas simples que estão ali e precisam ser fotografadas,
coisas absurdas que olho e gravo
e que calam com um simples toque de máquina.
São tudo paisagens, repito...
São tudo memórias e lembranças
carregadas que funcionam de forma
a abstrair a distância das coisas ociosas.
Agora, há mais além das nuvens acinzentadas
que tomam níveis inconscientes
e nos remetem ao paradoxo da vida.
Só além daquilo que podemos ver está
à razão de pensar e
diluir pensamentos em órbitas esquizofrênicas
e cediças e puritanas e ficcionais...
só ali, depois da nuvem cor de bronze que agora
está ao alcance dos meus olhos,
posso realmente deter o tempo
e dizer que o mundo está dentro de minha
cabeça e tudo que eu, por acaso, pensar e requerer
também poderá virar um conto burlesco.
Correio, uma aventura – jonilson montalvão
Às 14 horas no correio, sentado e esperando postar uma carta. A 212. A 213, olho meu tíquete: D 613, penso: será que vou esperar muito? Pessoas que ficam ali na minha frente, também esperando alguma coisa, um chamado, sei lá. Não sei mais nada. Absurdo essa agência do Correio. Olho as placas; um monte de coisas para a gente comprar. Num painel eletrônico, fixado acima de nossas cabeças, mas bem acima mesmo, talvez para não fixarmos olhos nele, números piscam.
Depois de algum tempo, parado, digo, sentando, começo a entender os números e as letras de cada tíquete, que são os números chamados pelo placar eletrônico. A é a letra que corresponde a atendimento especial. Todos que chegam precisando deste tipo de atendimento são A. Poxa vida como eu gostaria, nesse instante de ser A; muito me admira um monte de gente com a letra A, talvez todos estejam realmente precisando de um tipo de atendimento especial. Será que o Correio terá essa capacidade? Sei não, esses funcionários não tão lá com muita vontade. Dá pra sentir no jeito que eles atendem as pessoas. Alguém chega e pergunta algo, o atendente olha a pessoa, faz lá sua prerrogativa, justifica algo que deixa a pessoa com mais dúvida ainda; é engraçado, de onde estou ouço alguma coisa: a senhora que queria colocar uma carta simples chega e pergunta como ela faz pra postar uma carta. A atendente bem rude diz que ela precisa ir até na outra extremidade do Correio e pegar um tíquete e aguardar a sua vez de ser chamada. A senhora não sabendo onde deveria pegar o tíquete ainda justifica que sua carta é só selar, coisa simples, aí a atendente diz que então ela pode comprar um selo na loja ao lado do Correio. A senhora fica ali, perplexa, pelo menos parecia - eu nem fico mais, pois já sabia disso já há algum tempo – depois ela sai, não a vi mais.
Eu precisava realmente postar aquela carta, e como não era um selo simples, era uma carta registrada, mais garantia de chegar ao local, precisava esperar, não tinha outro jeito, se não já teria saído, como bem recomendou a simpática atendente. Esperar já é uma virtude do brasileiro não é mesmo?, somos especialistas em esperar e eu não sou diferente de ninguém pois fiquei ali prostrado, quer dizer sentado, esperando gentilmente ser atendido.
Mas como eu estava explicando sobre os tíquetes e seus números e letras, vamos lá: o A eu já expliquei; tinha o C, que eu imaginei ser para tipos de serviços que agora as agências dos Correios fazem e que antes eram responsabilidades dos Bancos, como receber contas por exemplo. O meu número era iniciado pela letra D, que eu supus, lendo na máquina onde se retira os tíquetes, ser para selos e afins. Pois bem, o painel eletrônico continuava sua saga, sempre atento e nunca decepcionando seus admirados e esperançosos espectadores que ali esperavam o seu número aparecer. No painel apareciam as letras por algum tipo de ordem que eu não decifrei, talvez da próxima vez eu consiga. Às vezes aparecia a letra A seguida do número, depois A novamente. Aí já era demais né?, todo mundo aqui precisa de atendimento especial é? pensei querendo falar alto. Mas a boa educação que a escola primária me deu barrou esse pensamento me fazendo só cochichar algo com a pessoa ao meu lado, que também, insatisfeita com o atendimento da agência, reclamava algo que eu não conseguia entender. Pois bem, somos assim, reclamamos quando nos cabe e a educação vale em qualquer lugar.
Depois de um longo período aparecia a letra D; opa! é a minha!, mas o número não. Tá bom, não custa nada esperar mais um pouco. Ainda fiz uma menção de ler. Tirei o livro da mochila e quando ia começar alguém me pergunta como fazer para postar uma carta, explico que é simples, basta ela ir na máquina, retirar um tíquete e esperar. Ah, quase ia me esquecendo, não é qualquer tíquete não, tem que ser o que o senhor usará, o específico. Mas se o senhor quiser mais agilidade basta ir na loja ao lado e comprar selos. Ele me olha e fala algo e agradece. Bom, pelo menos meu tempo aqui não está sendo atoa, estou sendo útil.
Agora sim, começo a ler. O painel apita, é o jeito dele avisar que os números estão sendo chamados. Bem inteligente, se só piscasse ninguém saberia, pois aja pescoço para ficar olhando ali pra cima. C 515, parece coisa de bingo. Penso em anotar alguns números para depois jogar no bicho. A moça do meu lado tem o tíquete C, eu consigo ver olhando pra mão dela, mas o número eu não vejo. A de novo. Uma senhora se levanta e vai até o guichê. Mas não é a vez dela. Aqui as coisas são bem organizadas. Isto é que é serviço de qualidade, ISO alguns números, sem piadinhas com os números do painel. D 611. Faltam dois números, pelo menos nesta seqüência sim, mas aí entram os outros atendimentos. Bom, de qualquer forma estamos perto.
Ah, esqueci de mencionar que na agência há 7 caixas, e só 2 funcionários atendendo. São heróis. Fazendo das tripas corações para colocarem o trabalho numa tal ordem que quase me emociono olhando aqueles dois pobres funcionários ali, ralando, dando tudo de si naquela repartição. Correio é público? Penso nisso. A novamente. Caramba, um dos intrépidos funcionários se levanta e vai até o outro caixa, pega algo e volta, vira a placa que fica acima do guichê. FECHADO.
14 horas e 38 minutos. Não leio nem uma linha nesse tempo todo que estou aqui. 38 minutos até então. Falta um número para ser eu o atendido. Olho para as pessoas que ali estão, todas com ar cansado, tristes, sem motivação alguma para reclamarem de nada, tampouco eu. Fico ali só esperando minha vez. Quero apenas selar uma carta; só isso. Os atendimentos especiais são atendidos, com todo o direito, na frente dos outros. O que possuem a letra C, vão um pouco mais rápido do que possuem, assim como eu, a letra D; e assim o excelente serviço prestado pelos Correios se mantém. Poucos funcionários, atendimento precário e com má vontade. Situações de extremo desconforto para os usuários. Ah sim, como poderia me esquecer disso: essa agência que fica no Itaim Paulista - periferia, subúrbio, (porra que lugar é esse?), lugar onde Judas perdeu as botas, bairro dormitório etc etc etc... - assim como algumas agências bancárias, também investiu muito no conforto dos usuários, sabem como? colocando cadeiras para a gente sentar e ficar confortavelmente esperando sermos atendidos.
Bom, reclamar não é muito meu forte, mas quero encerrar dizendo que ainda fiquei esperando mais uns 10 minutos, isso quer dizer que foram 48 minutos de espera. Mas ainda bem que eu estava sentado e com um tíquete na mão, que me dava direito de postar uma carta. Saí da agência com uma sensação de idiota, paspalho mesmo. E para não dizer que fui omisso, nem submisso ainda tentei ligar para o 0800 deles, adivinhem o que aconteceu?
Depois de algum tempo, parado, digo, sentando, começo a entender os números e as letras de cada tíquete, que são os números chamados pelo placar eletrônico. A é a letra que corresponde a atendimento especial. Todos que chegam precisando deste tipo de atendimento são A. Poxa vida como eu gostaria, nesse instante de ser A; muito me admira um monte de gente com a letra A, talvez todos estejam realmente precisando de um tipo de atendimento especial. Será que o Correio terá essa capacidade? Sei não, esses funcionários não tão lá com muita vontade. Dá pra sentir no jeito que eles atendem as pessoas. Alguém chega e pergunta algo, o atendente olha a pessoa, faz lá sua prerrogativa, justifica algo que deixa a pessoa com mais dúvida ainda; é engraçado, de onde estou ouço alguma coisa: a senhora que queria colocar uma carta simples chega e pergunta como ela faz pra postar uma carta. A atendente bem rude diz que ela precisa ir até na outra extremidade do Correio e pegar um tíquete e aguardar a sua vez de ser chamada. A senhora não sabendo onde deveria pegar o tíquete ainda justifica que sua carta é só selar, coisa simples, aí a atendente diz que então ela pode comprar um selo na loja ao lado do Correio. A senhora fica ali, perplexa, pelo menos parecia - eu nem fico mais, pois já sabia disso já há algum tempo – depois ela sai, não a vi mais.
Eu precisava realmente postar aquela carta, e como não era um selo simples, era uma carta registrada, mais garantia de chegar ao local, precisava esperar, não tinha outro jeito, se não já teria saído, como bem recomendou a simpática atendente. Esperar já é uma virtude do brasileiro não é mesmo?, somos especialistas em esperar e eu não sou diferente de ninguém pois fiquei ali prostrado, quer dizer sentado, esperando gentilmente ser atendido.
Mas como eu estava explicando sobre os tíquetes e seus números e letras, vamos lá: o A eu já expliquei; tinha o C, que eu imaginei ser para tipos de serviços que agora as agências dos Correios fazem e que antes eram responsabilidades dos Bancos, como receber contas por exemplo. O meu número era iniciado pela letra D, que eu supus, lendo na máquina onde se retira os tíquetes, ser para selos e afins. Pois bem, o painel eletrônico continuava sua saga, sempre atento e nunca decepcionando seus admirados e esperançosos espectadores que ali esperavam o seu número aparecer. No painel apareciam as letras por algum tipo de ordem que eu não decifrei, talvez da próxima vez eu consiga. Às vezes aparecia a letra A seguida do número, depois A novamente. Aí já era demais né?, todo mundo aqui precisa de atendimento especial é? pensei querendo falar alto. Mas a boa educação que a escola primária me deu barrou esse pensamento me fazendo só cochichar algo com a pessoa ao meu lado, que também, insatisfeita com o atendimento da agência, reclamava algo que eu não conseguia entender. Pois bem, somos assim, reclamamos quando nos cabe e a educação vale em qualquer lugar.
Depois de um longo período aparecia a letra D; opa! é a minha!, mas o número não. Tá bom, não custa nada esperar mais um pouco. Ainda fiz uma menção de ler. Tirei o livro da mochila e quando ia começar alguém me pergunta como fazer para postar uma carta, explico que é simples, basta ela ir na máquina, retirar um tíquete e esperar. Ah, quase ia me esquecendo, não é qualquer tíquete não, tem que ser o que o senhor usará, o específico. Mas se o senhor quiser mais agilidade basta ir na loja ao lado e comprar selos. Ele me olha e fala algo e agradece. Bom, pelo menos meu tempo aqui não está sendo atoa, estou sendo útil.
Agora sim, começo a ler. O painel apita, é o jeito dele avisar que os números estão sendo chamados. Bem inteligente, se só piscasse ninguém saberia, pois aja pescoço para ficar olhando ali pra cima. C 515, parece coisa de bingo. Penso em anotar alguns números para depois jogar no bicho. A moça do meu lado tem o tíquete C, eu consigo ver olhando pra mão dela, mas o número eu não vejo. A de novo. Uma senhora se levanta e vai até o guichê. Mas não é a vez dela. Aqui as coisas são bem organizadas. Isto é que é serviço de qualidade, ISO alguns números, sem piadinhas com os números do painel. D 611. Faltam dois números, pelo menos nesta seqüência sim, mas aí entram os outros atendimentos. Bom, de qualquer forma estamos perto.
Ah, esqueci de mencionar que na agência há 7 caixas, e só 2 funcionários atendendo. São heróis. Fazendo das tripas corações para colocarem o trabalho numa tal ordem que quase me emociono olhando aqueles dois pobres funcionários ali, ralando, dando tudo de si naquela repartição. Correio é público? Penso nisso. A novamente. Caramba, um dos intrépidos funcionários se levanta e vai até o outro caixa, pega algo e volta, vira a placa que fica acima do guichê. FECHADO.
14 horas e 38 minutos. Não leio nem uma linha nesse tempo todo que estou aqui. 38 minutos até então. Falta um número para ser eu o atendido. Olho para as pessoas que ali estão, todas com ar cansado, tristes, sem motivação alguma para reclamarem de nada, tampouco eu. Fico ali só esperando minha vez. Quero apenas selar uma carta; só isso. Os atendimentos especiais são atendidos, com todo o direito, na frente dos outros. O que possuem a letra C, vão um pouco mais rápido do que possuem, assim como eu, a letra D; e assim o excelente serviço prestado pelos Correios se mantém. Poucos funcionários, atendimento precário e com má vontade. Situações de extremo desconforto para os usuários. Ah sim, como poderia me esquecer disso: essa agência que fica no Itaim Paulista - periferia, subúrbio, (porra que lugar é esse?), lugar onde Judas perdeu as botas, bairro dormitório etc etc etc... - assim como algumas agências bancárias, também investiu muito no conforto dos usuários, sabem como? colocando cadeiras para a gente sentar e ficar confortavelmente esperando sermos atendidos.
Bom, reclamar não é muito meu forte, mas quero encerrar dizendo que ainda fiquei esperando mais uns 10 minutos, isso quer dizer que foram 48 minutos de espera. Mas ainda bem que eu estava sentado e com um tíquete na mão, que me dava direito de postar uma carta. Saí da agência com uma sensação de idiota, paspalho mesmo. E para não dizer que fui omisso, nem submisso ainda tentei ligar para o 0800 deles, adivinhem o que aconteceu?
paisagens avulsas
Caminhando pela rua observo paisagens avulsas,
incontidas que,
sem sentença,
estão ali;
apenas estão ali sem se preocuparem em estar.
Caminhando avulso,
também sou uma paisagem
aleatória aos meus sentidos.
Caminhando sem me questionar sobre coisas,
rememoro situações,
e penso que a vida é a corda da morte
sempre nos entrelaçando,
nos amarrando...
caminhar e pensar -
não pensar -
sem restrições;
sem afirmações.
Não afirmo muito,
quase nada
quase tudo.
Caminhando por ruas escolhidas
ao acaso da minha trajetória
indigna da persistência escorrida.
incontidas que,
sem sentença,
estão ali;
apenas estão ali sem se preocuparem em estar.
Caminhando avulso,
também sou uma paisagem
aleatória aos meus sentidos.
Caminhando sem me questionar sobre coisas,
rememoro situações,
e penso que a vida é a corda da morte
sempre nos entrelaçando,
nos amarrando...
caminhar e pensar -
não pensar -
sem restrições;
sem afirmações.
Não afirmo muito,
quase nada
quase tudo.
Caminhando por ruas escolhidas
ao acaso da minha trajetória
indigna da persistência escorrida.
दो sonho
Depois de tudo naquele momento, sóbrio, alegre, perfulgente e enlevado num período dissipado, vou surrealmente sendo conduzido.
Propriedades metafóricas não cabem agora num sonho! Mas como isso?, pergunto-me calado. Mas como isso?
A outra voz alegre ao meu lado...não vislumbro seu rosto, mas sua voz é tão acomodante...como? somos coisas? Não é bem assim.
Numa apnéia a vida doída resvala e meu corpo se contorce retraído, quase num relance de espasmo; numa disfasia prolongo a respiração ofegante. Sou eu? Vejo-me e revejo-me. Sou eu...porém não...estou apenas ali dentro. Meu corpo ali, naquilo...soterrado...vago...disforme... -
- Tão sedimentar nesse instante. Uma sombra daquilo que tenho como realidade. Simplesmente uma sombra. Mas como eu vislumbro esse corpo?, não possuo essa resposta. Não quero essa resposta. Permaneço refletindo.
...Contagiado por explosões simbólicas somos arremessados para um tempo impróprio daquele tempo; esporádico e silencioso é esse tempo agora. Viro meu rosto e meu olhar alcança, mesmo neblinado, a outra extremidade do sonho.
Continuo meu sincretismo propenso.
Já, é um período atormentado nesse ritmo que me contagia. Estou levitando num sobrevôo amalgamado em direção ao acidente.
São dois corpos e um é o meu. Me vejo e tenho uma impressão real. Um fato real daquilo que me passa enquanto observador.
Conservo o olhar avulso e tênue; ratifico a razão, porém descredito as circunstâncias da memória.
Propriedades metafóricas não cabem agora num sonho! Mas como isso?, pergunto-me calado. Mas como isso?
A outra voz alegre ao meu lado...não vislumbro seu rosto, mas sua voz é tão acomodante...como? somos coisas? Não é bem assim.
Numa apnéia a vida doída resvala e meu corpo se contorce retraído, quase num relance de espasmo; numa disfasia prolongo a respiração ofegante. Sou eu? Vejo-me e revejo-me. Sou eu...porém não...estou apenas ali dentro. Meu corpo ali, naquilo...soterrado...vago...disforme... -
- Tão sedimentar nesse instante. Uma sombra daquilo que tenho como realidade. Simplesmente uma sombra. Mas como eu vislumbro esse corpo?, não possuo essa resposta. Não quero essa resposta. Permaneço refletindo.
...Contagiado por explosões simbólicas somos arremessados para um tempo impróprio daquele tempo; esporádico e silencioso é esse tempo agora. Viro meu rosto e meu olhar alcança, mesmo neblinado, a outra extremidade do sonho.
Continuo meu sincretismo propenso.
Já, é um período atormentado nesse ritmo que me contagia. Estou levitando num sobrevôo amalgamado em direção ao acidente.
São dois corpos e um é o meu. Me vejo e tenho uma impressão real. Um fato real daquilo que me passa enquanto observador.
Conservo o olhar avulso e tênue; ratifico a razão, porém descredito as circunstâncias da memória.
LOUCURA ALTERNATIVA APRESENTA:POEMAS DE BERTOLT BRECHT
O ESPETÁCULO CONTA COM A ADAPTAÇÃO Á PARTIR DA INTERPRETAÇÃO FEITA PELOS ATORES DOS
POEMAS DE BRECHT.IMPORTANTE DRAMARTURGO ALEMÃO QUE IDEALIZOU O TEATRO ÉPICO,QUE TRAZ
REFLEXÕES SOBRE TEMAS SOCIAIS (EXPLORAÇÃO,MÍDIA,PENSAMENTO,DESIGUALDADE
SOCIAL,ETC...).SÃO ELES:
*POR QUE DEVERIA MEU NOME SER LEMBRADO?
*A DIFICULDADE DE GOVERNAR;
*O PÃO DO POVO;
*A CRUZ DE GIZ;
*SE OS TUBARÕES FOSSEM HOMENS!
*A INFANTICIDA MARIE FARRAR.
ELENCO:MARCELO PRADO,ANDERSON ALMEIDA (BLACK),JOHNNY JOHN,ERICSON WILLIAM.LUCIANO
KLEBER,RAFAEL ARAÚJO.DANIEL MARQUES.SAMARA OLIVEIRA,BRUNO MORELATTO,NATHALIA
PINHEIRO,JÔ SPINELI,SHIRLEY SANTOS,HELOÍSA HOLANDA TIBÉRIO.
ESPAÇO SATYROS III PANTANAL
RUA VISTOSA DE MADRE DE DEUS -40B (JD.NOÊMIA-ITAIM PAULISTA)
PRÓXIMO A DELEGACIA 59º
APRESENTAÇÕES
DIAS:05,12e19/AGOSTO
HORÁRIO:19:30
PREÇO:GRATUÍTO
POEMAS DE BRECHT.IMPORTANTE DRAMARTURGO ALEMÃO QUE IDEALIZOU O TEATRO ÉPICO,QUE TRAZ
REFLEXÕES SOBRE TEMAS SOCIAIS (EXPLORAÇÃO,MÍDIA,PENSAMENTO,DESIGUALDADE
SOCIAL,ETC...).SÃO ELES:
*POR QUE DEVERIA MEU NOME SER LEMBRADO?
*A DIFICULDADE DE GOVERNAR;
*O PÃO DO POVO;
*A CRUZ DE GIZ;
*SE OS TUBARÕES FOSSEM HOMENS!
*A INFANTICIDA MARIE FARRAR.
ELENCO:MARCELO PRADO,ANDERSON ALMEIDA (BLACK),JOHNNY JOHN,ERICSON WILLIAM.LUCIANO
KLEBER,RAFAEL ARAÚJO.DANIEL MARQUES.SAMARA OLIVEIRA,BRUNO MORELATTO,NATHALIA
PINHEIRO,JÔ SPINELI,SHIRLEY SANTOS,HELOÍSA HOLANDA TIBÉRIO.
ESPAÇO SATYROS III PANTANAL
RUA VISTOSA DE MADRE DE DEUS -40B (JD.NOÊMIA-ITAIM PAULISTA)
PRÓXIMO A DELEGACIA 59º
APRESENTAÇÕES
DIAS:05,12e19/AGOSTO
HORÁRIO:19:30
PREÇO:GRATUÍTO
Há quanto da transgressão
Há quanto da transgressão;
depois de tudo ainda tenho chances.
Minha vida numa fomentação.
Eis-me sóbrio,
porém...
poréns...
a beleza...
significados demais.
Tão sentimental que me detenho;
sou tão múltiplo que sonho e
meu sonhar, agora, se enche
de vida. Se conflagra mutável.
Agora,
sou tão razoável.
Agora,
sou menino desde que beijei seus lábios carmins.
Depois de muito tempo
aproximo-me de qualquer riso
e transbordando felicidade por
momentos infinitos.
Sou outro desde que a vi
Sou a foz de contemplação
daquela beleza realizadora.
Fulguro.
Ingresso no tempo infinito
meu tempo finito.
depois de tudo ainda tenho chances.
Minha vida numa fomentação.
Eis-me sóbrio,
porém...
poréns...
a beleza...
significados demais.
Tão sentimental que me detenho;
sou tão múltiplo que sonho e
meu sonhar, agora, se enche
de vida. Se conflagra mutável.
Agora,
sou tão razoável.
Agora,
sou menino desde que beijei seus lábios carmins.
Depois de muito tempo
aproximo-me de qualquer riso
e transbordando felicidade por
momentos infinitos.
Sou outro desde que a vi
Sou a foz de contemplação
daquela beleza realizadora.
Fulguro.
Ingresso no tempo infinito
meu tempo finito.
SOSLAIO
Divagar: constante aparato de uma celebração do que poderia ser a vida; dita e redita a contemporaneidade que nos massacra e amarga esse viver. Um rescaldo...ah!, um pio nevrálgico da alma.
Sorrateiro espreito à luz noturna e quando menos penso um soslaio me arremete e tomba como se fosse um animal no seu arrastado languiar existencial. Não tenho essa chance e me desfaço das inconveniências; estou há um tempo nessa espreita, estou tentando, digo para mim mesmo a fim de um auto-convencimento.
Uma legra de ocasião perfurou-me a mente e a decisão que era esperada sucumbiu pelas frestas errôneas. Este prenúncio agita a minha decisão e por isso mesmo tenho mais um tempo de disparate entre um ato e um fato. Sou de ocasião; rio dessa manifestação. Horror e fator são projéteis que carrego há muito; a calamidade que todos carregam é se perceberem abstraídos da história e com isso terem de buscar caminhos divergentes daqueles traçados à revelia de suas imortalidades.
Mas estou aqui num mundo dotado de procedências escusas e dissuasivas e, talvez, por isso mesmo também proponho novos meios à própria razão da existência mesquinha. Digo-lhes que sim e basta um sorriso desvalido para esgarçar a desgraça que acompanha tais sedentos.
Tomo um café no meio da noite e cumprimento balançando a cabeça vagamente alguns passantes como se isso me desse um tempo qualquer; na verdade tenho esse tempo, mas só quero, no momento, uma chance de me fazer presente ali, naquele lugarejo tifo.
Enquanto engulo o liquido asqueroso que me serviram como café, repenso o ato. Sem querer quase levanto e parto para a ação. Mas não, não agora, haverá outra oportunidade, penso; sim haverá. Preciso dessa paciência monástica, preciso dessa inércia momentânea, preciso disso tudo...peço uma coca e misturo ao café.
Ação!
Meu corpo mantém-se atento. Requerer a ação pode ser fatal em um tempo. A noite está lá fora cuidando dos noctívagos. Ruídos desaceleram a atmosfera quente. O calor de fora, da noite, cai para dentro do bar. Risos causados pelo impacto dos bêbados.
Mantenho-me ali, sentado, tentando saborear aquela mistura. Saborear é uma palavra desmedida para essa hora; tento me recobrar partindo de qualquer noção instantânea; tento repor alguns fios da memória num conjunto linear. O efeito da cafeína ajuda nessas horas.
Em cada momento há uma metástese na minha cabeça; a mente não se situa em um ponto fixo. Repensar as tragédias arbitrárias que me dizem muito não me faz bem, mas mesmo assim não consigo me desprender dos pensamentos. Ainda assim tenho convicção no ato, neste ato em si. Preciso dessa convicção para tolerar fatores externos.
Minha bebida acaba, peço outro café, dessa vez com leite. Tempo. Tempo, preciso desse tempo. Cada segundo me é deliberativo, cada segundo me significa. Tomar uma posição requer cuidados, requer uma certificação do momento; requer um ato brando ao mesmo tempo do ato mais fulminante. Tenho essas precedências comigo, tenho essas subjetividades.
Depois de tudo deixo o bar e me dirijo à ruela semi-escura. É cedo, manhãzinha morna. Pessoas saem para o trabalho, ou em busca dele; é cedo. Não carrego nada; não tenho nada a carregar, apenas essas lembranças melancólicas e lembranças alegres de dias felizes; ambas são realçadas por questionamentos que me faço e que, sem respostas, tolhem meu raciocínio deixando-me, desiludido, à mercê do destino.
As primeiras luzes raiam, deixando a paisagem mais visível. Quanto tempo? quanto de mim deixei aqui? não reconheço mais essa paisagem; mudanças profundas de vidas intensas, vidas perdidas numa atmosfera desguarnecida. Aqui, nesse lugarejo, há pedaços de mim espalhados aos cantos. Ruminações da infância; eu, passado crivado, reviro detalhes de menino arruaceiro que fui e me permeio de belezas, doçuras mitológicas brincadas à esmo.
Chegar ao universo rompido, deixado; chegar e dizer olá. Quem me verá da forma que saí? quem deduzirá da minha presença algo de excepcional paradoxo? Em instantes todos me notam, sou alienígena aparado na convenção da desmemória; busco um abraço que não vem, quero um afago insonte.
Querer demasiado egoísta. Sim, reconheço gestos e palavras mas...quem tirará esses proveitos? Depois de anos, séculos talvez...tenho pares aqui; são meus infortúnios; genuínos gametas amordaçados pelo espectral critério de roldão de um ato que não pode ser insubstituível.
Ninguém daqui terá esse tempo criterioso; serei incompreendido por toda a geração que me acompanhava nas subidas dos morros, nas jogadas de domingo a tarde, nas linhas de pipas furtadas às avós...
...observo-os assim como eles a mim. Tão indistintos ao outro, formalidades cadentes de seres que porventura seriam chamados de amigos. Casualidades subjacentes me rodeiam até a tontura se tornar tão sublime que enleva essa miséria disfarçada. Arroubos de infâmias; ironias nos olhares. Cumprimentos repugnantes. Puxo a memória em forma de escudo e disfarço a nitidez de meus olhos lacrimosos. No prenúncio da morte a vida se desfez há tempos. Somos todos restos de sonhos; todos restos da infância que um dia se fez...
Sorrateiro espreito à luz noturna e quando menos penso um soslaio me arremete e tomba como se fosse um animal no seu arrastado languiar existencial. Não tenho essa chance e me desfaço das inconveniências; estou há um tempo nessa espreita, estou tentando, digo para mim mesmo a fim de um auto-convencimento.
Uma legra de ocasião perfurou-me a mente e a decisão que era esperada sucumbiu pelas frestas errôneas. Este prenúncio agita a minha decisão e por isso mesmo tenho mais um tempo de disparate entre um ato e um fato. Sou de ocasião; rio dessa manifestação. Horror e fator são projéteis que carrego há muito; a calamidade que todos carregam é se perceberem abstraídos da história e com isso terem de buscar caminhos divergentes daqueles traçados à revelia de suas imortalidades.
Mas estou aqui num mundo dotado de procedências escusas e dissuasivas e, talvez, por isso mesmo também proponho novos meios à própria razão da existência mesquinha. Digo-lhes que sim e basta um sorriso desvalido para esgarçar a desgraça que acompanha tais sedentos.
Tomo um café no meio da noite e cumprimento balançando a cabeça vagamente alguns passantes como se isso me desse um tempo qualquer; na verdade tenho esse tempo, mas só quero, no momento, uma chance de me fazer presente ali, naquele lugarejo tifo.
Enquanto engulo o liquido asqueroso que me serviram como café, repenso o ato. Sem querer quase levanto e parto para a ação. Mas não, não agora, haverá outra oportunidade, penso; sim haverá. Preciso dessa paciência monástica, preciso dessa inércia momentânea, preciso disso tudo...peço uma coca e misturo ao café.
Ação!
Meu corpo mantém-se atento. Requerer a ação pode ser fatal em um tempo. A noite está lá fora cuidando dos noctívagos. Ruídos desaceleram a atmosfera quente. O calor de fora, da noite, cai para dentro do bar. Risos causados pelo impacto dos bêbados.
Mantenho-me ali, sentado, tentando saborear aquela mistura. Saborear é uma palavra desmedida para essa hora; tento me recobrar partindo de qualquer noção instantânea; tento repor alguns fios da memória num conjunto linear. O efeito da cafeína ajuda nessas horas.
Em cada momento há uma metástese na minha cabeça; a mente não se situa em um ponto fixo. Repensar as tragédias arbitrárias que me dizem muito não me faz bem, mas mesmo assim não consigo me desprender dos pensamentos. Ainda assim tenho convicção no ato, neste ato em si. Preciso dessa convicção para tolerar fatores externos.
Minha bebida acaba, peço outro café, dessa vez com leite. Tempo. Tempo, preciso desse tempo. Cada segundo me é deliberativo, cada segundo me significa. Tomar uma posição requer cuidados, requer uma certificação do momento; requer um ato brando ao mesmo tempo do ato mais fulminante. Tenho essas precedências comigo, tenho essas subjetividades.
Depois de tudo deixo o bar e me dirijo à ruela semi-escura. É cedo, manhãzinha morna. Pessoas saem para o trabalho, ou em busca dele; é cedo. Não carrego nada; não tenho nada a carregar, apenas essas lembranças melancólicas e lembranças alegres de dias felizes; ambas são realçadas por questionamentos que me faço e que, sem respostas, tolhem meu raciocínio deixando-me, desiludido, à mercê do destino.
As primeiras luzes raiam, deixando a paisagem mais visível. Quanto tempo? quanto de mim deixei aqui? não reconheço mais essa paisagem; mudanças profundas de vidas intensas, vidas perdidas numa atmosfera desguarnecida. Aqui, nesse lugarejo, há pedaços de mim espalhados aos cantos. Ruminações da infância; eu, passado crivado, reviro detalhes de menino arruaceiro que fui e me permeio de belezas, doçuras mitológicas brincadas à esmo.
Chegar ao universo rompido, deixado; chegar e dizer olá. Quem me verá da forma que saí? quem deduzirá da minha presença algo de excepcional paradoxo? Em instantes todos me notam, sou alienígena aparado na convenção da desmemória; busco um abraço que não vem, quero um afago insonte.
Querer demasiado egoísta. Sim, reconheço gestos e palavras mas...quem tirará esses proveitos? Depois de anos, séculos talvez...tenho pares aqui; são meus infortúnios; genuínos gametas amordaçados pelo espectral critério de roldão de um ato que não pode ser insubstituível.
Ninguém daqui terá esse tempo criterioso; serei incompreendido por toda a geração que me acompanhava nas subidas dos morros, nas jogadas de domingo a tarde, nas linhas de pipas furtadas às avós...
...observo-os assim como eles a mim. Tão indistintos ao outro, formalidades cadentes de seres que porventura seriam chamados de amigos. Casualidades subjacentes me rodeiam até a tontura se tornar tão sublime que enleva essa miséria disfarçada. Arroubos de infâmias; ironias nos olhares. Cumprimentos repugnantes. Puxo a memória em forma de escudo e disfarço a nitidez de meus olhos lacrimosos. No prenúncio da morte a vida se desfez há tempos. Somos todos restos de sonhos; todos restos da infância que um dia se fez...
Em Agosto acontecerá a 1ª Mostra de Artes Cênicas Opereta, realizada pelo Núcleo
Teatral Opereta e a Associação Cultural Opereta.
A Mostra acontecerá entre os dias 4 e 26 de agosto e contará com várias
apresentações de teatro infantil e adulto, circo, cultura popular, dança e teatro de
bonecos.
Sempre aos sábados as 16:00 e as 20:00 e aos domingos as 16:00 e 19:00.
O Evento acontece na sede da Associação Cultural Opereta
Rua 1º de Maio 55, Calmon Viana , Poá.
Confira a programação aqui: http://www.mostraopereta.blogspot.com
Dia 25 de agosto o Grupo Loucura alternativa apresentará os poemas de brecht as 19 hs.
Compareça e ajude a divulgar!
Teatral Opereta e a Associação Cultural Opereta.
A Mostra acontecerá entre os dias 4 e 26 de agosto e contará com várias
apresentações de teatro infantil e adulto, circo, cultura popular, dança e teatro de
bonecos.
Sempre aos sábados as 16:00 e as 20:00 e aos domingos as 16:00 e 19:00.
O Evento acontece na sede da Associação Cultural Opereta
Rua 1º de Maio 55, Calmon Viana , Poá.
Confira a programação aqui: http://www.mostraopereta.blogspot.com
Dia 25 de agosto o Grupo Loucura alternativa apresentará os poemas de brecht as 19 hs.
Compareça e ajude a divulgar!
vôo rebentado
vôo rebentado
pela estrada aquarelada de uma vida petulante
que se manteve prurida até em momentos esquálidos
e transtornados
mas sou despachado de lágrimas
e ínterins rítmicos
extasiado e pertinaz na essência devastadora que carrego
anfitrião da desqualificação
sou contraditório e não me detenho em algumas palavras
sou transitório demais
mas já fui questionado
quem disse que não tenho esse írrito
só posso rir desse fato como quem ri de fato nenhum
sortindo posso me deturpar
e me estragar da maneira que tenho
e minhas feições
são feições talhadas
cortadas
marcadas
pois assim fico transparente e reconduzo tais dimensões
solenes ao absurdo da memória reacionária que teima em não abster
substâncias vívidas daqueles que aniquilaram a essência de outrora.
pela estrada aquarelada de uma vida petulante
que se manteve prurida até em momentos esquálidos
e transtornados
mas sou despachado de lágrimas
e ínterins rítmicos
extasiado e pertinaz na essência devastadora que carrego
anfitrião da desqualificação
sou contraditório e não me detenho em algumas palavras
sou transitório demais
mas já fui questionado
quem disse que não tenho esse írrito
só posso rir desse fato como quem ri de fato nenhum
sortindo posso me deturpar
e me estragar da maneira que tenho
e minhas feições
são feições talhadas
cortadas
marcadas
pois assim fico transparente e reconduzo tais dimensões
solenes ao absurdo da memória reacionária que teima em não abster
substâncias vívidas daqueles que aniquilaram a essência de outrora.
Palavras soltas
Caminho de casa, andando até a estação de trem, tive um turbilhão na cabeça; várias coisas ao mesmo tempo na mente. Palavras soltas vinham como uma onda vem ao encontro da praia. As palavras fluíam sem problema nenhum. Pensava, pensava e tudo ali, num instante. Uma narrativa fantástica; letra por letra e uma espécie de texto ia se desenrolando e desenvolvendo em minha imaginação. Naquele momento gostaria de ter um gravador, desses pequenos que gravam vozes. Hoje, escrevendo esse pequeno texto, que não é um conto não me lembro de absolutamente nenhuma frase, uma palavra sequer daquele momento de esmero da mente. Também, num dia qualquer, já deitado, pronto para dormir, tive outro desses relâmpagos cerebrais metidos a escritor e imaginei, frase por frase, um conto. Era um conto com começo, meio e fim. Mas a preguiça de levantar da cama quentinha me venceu. No outro dia, ao me levantar ainda me lembrava de algumas passagens do conto, mas aí também não escrevi nada. Tudo se perdeu no infinito mundo das imaginações.
Em alguns casos, até tento escrever algo depois, como está acontecendo agora, mas as idéias, as palavras, as frases saem de outra forma. Tudo alternado e alterado. Até, em certo ponto, consigo desenvolver um poema, um micro conto, ou algo similar.
Poucas vezes um conto, quando escrevo um, me vem antes. Penso em algo, algum acontecido, ou invento alguma coisa mesmo e aí vou destrinçando as palavras, ora no computador, ora num caderninho que levo, às vezes, comigo. Gosto de escrever de supetão. Quando menos espero tenho alguma coisa. Poema acho mais difícil, parece que a emoção transborda mais. Também aí pode haver um tempo relativo. Há contos e crônicas que também têm seu conjunto de emoção...e razão. Interligados, ambos, dão um contínuo à espessura das palavras. Jogar, fragmentadamente, as palavras também é uma solução que busco; de vez em quando crio um texto bom ou que pelo menos seja legível.
Porém, penso, acima de tudo o fator criativo designa a condução da pena (metáfora!).
Gosto mesmo de escrever qualquer coisa. Qualquer pensamento é um transbordo de emoção; julgue-o quem quiser ler. Tire a conclusão de tudo quem se arriscar nessa viagem que é a leitura.
Desde os, chamados, clássicos até os não clássicos, passando por zines, blogs e derivados; em tudo há leitura suficiente e escrita intimista de alguém que se propôs à isso.
Precisamos entender que escritor não é somente aquele que escreve profissionalmente, - falo isso sem preconceitos – e sim todos aqueles que, de uma forma ou de outra, rabisca suas idéias em algum canto.
Em alguns casos, até tento escrever algo depois, como está acontecendo agora, mas as idéias, as palavras, as frases saem de outra forma. Tudo alternado e alterado. Até, em certo ponto, consigo desenvolver um poema, um micro conto, ou algo similar.
Poucas vezes um conto, quando escrevo um, me vem antes. Penso em algo, algum acontecido, ou invento alguma coisa mesmo e aí vou destrinçando as palavras, ora no computador, ora num caderninho que levo, às vezes, comigo. Gosto de escrever de supetão. Quando menos espero tenho alguma coisa. Poema acho mais difícil, parece que a emoção transborda mais. Também aí pode haver um tempo relativo. Há contos e crônicas que também têm seu conjunto de emoção...e razão. Interligados, ambos, dão um contínuo à espessura das palavras. Jogar, fragmentadamente, as palavras também é uma solução que busco; de vez em quando crio um texto bom ou que pelo menos seja legível.
Porém, penso, acima de tudo o fator criativo designa a condução da pena (metáfora!).
Gosto mesmo de escrever qualquer coisa. Qualquer pensamento é um transbordo de emoção; julgue-o quem quiser ler. Tire a conclusão de tudo quem se arriscar nessa viagem que é a leitura.
Desde os, chamados, clássicos até os não clássicos, passando por zines, blogs e derivados; em tudo há leitura suficiente e escrita intimista de alguém que se propôs à isso.
Precisamos entender que escritor não é somente aquele que escreve profissionalmente, - falo isso sem preconceitos – e sim todos aqueles que, de uma forma ou de outra, rabisca suas idéias em algum canto.
olhando a paisagem
Naquele dia fiquei debruçado diante da janela, olhando a paisagem da rua e chorando; até, certo ponto, também, enrijecido pela degradação das convivências amorosas que falam ao nosso instinto mais primordial.
Feliz? Sim, feliz! Contraditório, como sempre fui.
Pego uma mochila bege que há muito tempo estava ali, encafuada, dentro do que sobrou do guarda-roupas. Um cheiro de mofo sobe e toma o ar por completo. Espirro algumas vezes.
Tento rever alguns itens que, até então, me eram claros na cabeça, como: caminho a se seguir, condição do tempo, telefonar para alguém etc. mas a impermanência da mente é avassaladora; tarde demais.
Há saudades que se desfazem tão rápido, há sentidos que não buscamos. Sou quem sempre chorou. Desde sempre.
...olhando, agora, para as coisas empilhadas num canto a casa me parece maior. Meus filhos dirão que enlouqueci. Somente eles poderão me dizer isso. Viver é atuar. Minha velha vida se esfarelando diante dos meus sentidos.
Choro.
Quando se é assim não há muito o que lamentar. Uma carta, se podemos denominar, é um atestado da palavra; deixar um lembrete, uma lembrança.
A carne sendo trucidada com lacunas extensas. São dores, cortes que ficam ali te incomodando.
“Vai fazer algo?...”
Sorrio.
Velhas fotografias jogadas ao léu. Imagens das nossas alegrias. Quem, olhando para estas fotografias, poderá dizer que não fomos felizes um dia?
Mas assim eu estou tranqüilo. Minhas roupas cabem em qualquer lugar; farrapos, como ela diria.
Sorrio. Estou feliz por um desvencilhamento qualquer, uma ruptura qualquer.
Olhando para a casa sinto a temerária nostalgia, mas gosto. É quase um alívio e uma sensação de estranheza percorre o corpo.
Novamente o telefone. Meus filhos disseram algo sobre ligar. Acho que eles me ligariam.
A velha mochila ainda é útil; depois de tanto tempo sem uso. Sinto que percorrerei caminhos novos; trilhas opostas ao meu rumo tradicional. Sinto que viajarei solidificado pela sorte. Distinto e sóbrio...ainda me mantenho sóbrio.
Olho a casa. Quartos vazios; até um tempo atrás brincávamos por aqui. As paredes mostram que éramos felizes. As plantas que cultivávamos...tudo se perde. Vida útil...
...deixar a carcaça para trás e seguir...num canto os livros, as fotos...tento refazer algumas lembranças.
Algumas roupas, alguns livros. Não preciso de mais nada. Ninguém precisa. Temos tantas coisas sem necessidade de as ter. Tomamos as coisas como nossas e acreditamos que assim estamos felizes, acreditamos que estamos vivendo. Não sabemos admitir, para nós mesmos, que nada nos pertence.
Na mochila bege cabe meu pequeno mundo, que a partir de agora será transitável. Mutável. Minhas pernas me levarão para outros mundos. Mas este, que deixo para trás, me acompanhará de alguma forma.
Feliz? Sim, feliz! Contraditório, como sempre fui.
Pego uma mochila bege que há muito tempo estava ali, encafuada, dentro do que sobrou do guarda-roupas. Um cheiro de mofo sobe e toma o ar por completo. Espirro algumas vezes.
Tento rever alguns itens que, até então, me eram claros na cabeça, como: caminho a se seguir, condição do tempo, telefonar para alguém etc. mas a impermanência da mente é avassaladora; tarde demais.
Há saudades que se desfazem tão rápido, há sentidos que não buscamos. Sou quem sempre chorou. Desde sempre.
...olhando, agora, para as coisas empilhadas num canto a casa me parece maior. Meus filhos dirão que enlouqueci. Somente eles poderão me dizer isso. Viver é atuar. Minha velha vida se esfarelando diante dos meus sentidos.
Choro.
Quando se é assim não há muito o que lamentar. Uma carta, se podemos denominar, é um atestado da palavra; deixar um lembrete, uma lembrança.
A carne sendo trucidada com lacunas extensas. São dores, cortes que ficam ali te incomodando.
“Vai fazer algo?...”
Sorrio.
Velhas fotografias jogadas ao léu. Imagens das nossas alegrias. Quem, olhando para estas fotografias, poderá dizer que não fomos felizes um dia?
Mas assim eu estou tranqüilo. Minhas roupas cabem em qualquer lugar; farrapos, como ela diria.
Sorrio. Estou feliz por um desvencilhamento qualquer, uma ruptura qualquer.
Olhando para a casa sinto a temerária nostalgia, mas gosto. É quase um alívio e uma sensação de estranheza percorre o corpo.
Novamente o telefone. Meus filhos disseram algo sobre ligar. Acho que eles me ligariam.
A velha mochila ainda é útil; depois de tanto tempo sem uso. Sinto que percorrerei caminhos novos; trilhas opostas ao meu rumo tradicional. Sinto que viajarei solidificado pela sorte. Distinto e sóbrio...ainda me mantenho sóbrio.
Olho a casa. Quartos vazios; até um tempo atrás brincávamos por aqui. As paredes mostram que éramos felizes. As plantas que cultivávamos...tudo se perde. Vida útil...
...deixar a carcaça para trás e seguir...num canto os livros, as fotos...tento refazer algumas lembranças.
Algumas roupas, alguns livros. Não preciso de mais nada. Ninguém precisa. Temos tantas coisas sem necessidade de as ter. Tomamos as coisas como nossas e acreditamos que assim estamos felizes, acreditamos que estamos vivendo. Não sabemos admitir, para nós mesmos, que nada nos pertence.
Na mochila bege cabe meu pequeno mundo, que a partir de agora será transitável. Mutável. Minhas pernas me levarão para outros mundos. Mas este, que deixo para trás, me acompanhará de alguma forma.
17-07-07
número cabalístico com nova cara? transgressão da simbologia meia meia meia, adicionou um número em sua forma. final de tarde, desastre. imagens que passam, invadem, esquentam, amedrontam. estarrecimento. o que fazer? informações desencontradas, pessoas desesperadas, aguardando dados, nomes de próximos, quem estava lá? com que exatidão as coisas acontecem? novas imagens surgem. euforia na competição. certezas e esperanças, jogando com milésimos de segundos muito importantes na natação. disputa acirradíssima. vitória bonita com sabor doce, mais que doce. comentaristas estrangeiros que querem desacreditar da capacidade de vencer com folga, dos atletas que nunca perderam a medalha nesta modalidade. coitados, estavam cansados. frustração, mas não da casa. nova festa da comemoração. diego hypólito desponta. arrogante? e daí, não é a pessoa que está sendo julgada. trabalho fantástico, apresentação belíssima e merecedora da pontuação máxima, assim como realmente foi. o brasil fazendo bonito nas competições do pan. será influência dos números, da data? fosse isso a comemoração poderia ter sido maior. mas era dezessete do sete de sete, o dia em que os astros decidiram se fantasiar, brincar de carnaval e fazer charadas com a vida. comemorando e chorando. gritando e calando.
Depois de um certo tempo sem postar nada no blog, senti vontade de registrar a minha impressão.
Gostaria de escrever muito mais, mas, de certa forma me satisfaço com o que consigo produzir. Quem sabe futuramente tenha mais sucesso nesta empreitada! ;-p
Michele
Depois de um certo tempo sem postar nada no blog, senti vontade de registrar a minha impressão.
Gostaria de escrever muito mais, mas, de certa forma me satisfaço com o que consigo produzir. Quem sabe futuramente tenha mais sucesso nesta empreitada! ;-p
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